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Macedo: "Interesse nacional" da CGD não se mede por ter agências ou por ser o mais barato

“Há uma missão para a Caixa enquanto banco público, mas há muita confusão neste aspecto”, atira Paulo Macedo, dizendo que não tem de ser o mais barato só por ser público.

# Porque Sobe - Conseguiu vitórias junto de Bruxelas. Primeiro, reduziu o risco - e, daí, o custo - da dívida que tinha de emitir na recapitalização. Depois, assegurou a manutenção da sucursal em França. Conquistas com que terá de compensar com mais corte de malparado e com redução da exposição em Cabo Verde e Moçambique. Voltou aos lucros um ano antes do antecipado, e resolveu créditos como os de Vale do Lobo e da Artlant. Mas o plano de diminuição da estrutura continua. E há um Santander atento.
António Cotrim/Lusa
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 13:28

O presidente da Caixa Geral de Depósitos considera que o "interesse nacional" da instituição financeira não se mede pelo número de agências nem "por ser o banco mais barato, segundo afirmou no Fórum Banca, evento organizado pelo Jornal Económico e PwC, que se realizou esta quinta-feira, 29 de Novembro, em Lisboa.

A afirmação de Paulo Macedo ocorre num período em que, até 2020, a CGD tem de cumprir o plano estratégico acordado entre o Estado e a Comissão Europeia, que implica o encerramento de agências, que tem motivado a contestação de populações, e a subida das comissões, que tem levado a críticas políticas.

"Há uma missão para a Caixa enquanto banco público, mas há muita confusão neste aspecto", declarou o presidente executivo da instituição financeira. 

O plano estratégico negociado com Bruxelas assegurou a manutenção de 100% do capital da CGD nas mãos do Estado, mas exigiu uma redução da sua estrutura e a melhoria do produto, como se de um banco se tratasse. Não há essa diferenciação accionista.

Paulo Macedo tem insistido, por isso, na necessidade de cumprir o plano estratégico, e esta quinta-feira acrescentou que o banco tem de ser transformado. Na sua opinião, há actualmente dois trabalhos: o de ganhar eficiência e aproveitar sinergias e depois transformar o banco para o futuro. Para o futuro, também há que melhorar na cultura de risco e na governance.

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