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Mais um sinal de preocupação com o Deutsche Bank

Notícias que dão conta de que há fundos a reduzirem a sua exposição ao Deutsche Bank estão a aumentar a preocupação dos investidores. As acções do banco afundam mais de 8% na praça americana e as bolsas dos EUA, contagiadas, já descem mais de 1%.

Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 19:32
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Vários fundos que recorrem ao Deutsche Bank para fazer a negociação de contratos derivados, usando-o como contraparte na garantia das transacções, estão a retirar operações e fundos que têm alocados no banco alemão, um sinal de receios crescentes, avança a Bloomberg.

 

O fecho destas posições e o fim destes contratos surge como uma forma de estes fundos se protegerem de algum problema mais sério no maior banco da Europa.

 

A agência de informação americana revela que a grande maioria dos clientes de derivados não fizeram qualquer alteração, mas alguns fundos transferiram parte dos serviços de corretagem para outras empresas. A informação tem por base um documento interno a que a Bloomberg teve acesso.

 

A agência avança com alguns nomes: Millennium Partners, Capula Investment Management e Rokos Capital Management estão entre os cerca de 10 fundos que reduziram a sua exposição ao Deutsche Bank, segundo uma fonte próxima da situação, que pediu anonimato. 

As acções do Deutsche Bank estão já a afundar mais de 8% no mercado americano, para 11,295 dólares, o que corresponde a um novo mínimo histórico.

 

E os receios em torno do maior banco da Europa estão a contagiar o mercado norte-americano. As bolsas dos EUA, que iniciaram a sessão com variações ligeiras, ainda que negativas, estão a deslizar mais de 1%, precisamente devido aos receios de que os problemas que envolvem o Deutsche Bank sejam de uma dimensão maior e que tenham um impacto significativo nos mercados.

 

O Deutsche Bank tem estado sob forte pressão devido aos receios sobre a solvabilidade financeira da instituição. Estes receios ganharam uma dimensão maior depois de o Departamento de Justiça dos EUA ter determinado uma coima de 14 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros). Um valor já considerado exagerado pelo banco, que revelou que vai recorrer, bem como pelas autoridades europeias.

 

Ainda esta quinta-feira, 29 de Setembro, Jeroen Dijsselbloem, líder do Eurogrupo, disse estar "genuinamente preocupado" com a situação que disse ser "prejudicial e arriscada para a estabilidade financeira" mundial.

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