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Novo Banco volta aos prejuízos no semestre

Depois de um primeiro trimestre positivo, o Novo Banco regressa aos prejuízos no conjunto dos primeiros seis meses. Os resultados negativos, que serão divulgados esta quinta-feira, foram aprovados pelo conselho geral e de supervisão do banco.

Miguel Baltazar/Negócios
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 22 de Agosto de 2018 às 20:35
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O Novo Banco regressou aos prejuízos no acumulado do primeiro semestre, depois de, nos primeiros três meses, ter apresentado lucros de 60,9 milhões. O presidente executivo, António Ramalho, tinha alertado, em Junho, que a rentabilidade iria continuar a sofrer. O resultado negativo, ainda não quantificado, será contudo inferior aos 290 milhões de euros registados no período homólogo do ano passado.

 

Segundo informações confirmadas pelo Negócios, o conselho geral e de supervisão do Novo Banco – o órgão com funções de fiscalização no banco liderado por Byron Haynes – aprovou as contas semestrais da instituição financeira, que serão alvo de divulgação pública esta quinta-feira, 23 de Agosto.


O resultado da operação no semestre será negativo, o que quer dizer que o período entre Abril e Junho mais do que ofuscou o lucro de 60,9 milhões de euros alcançado entre Janeiro e Março pelo banco detido em 75% pela Lone Star e em 25% pelo Fundo de Resolução.

 

Quando foram divulgados os resultados trimestrais, António Ramalho quis deixar claro que os objectivos de longo prazo do banco iriam afectar a rentabilidade "por mais algum tempo". O impacto chegou logo no trimestre seguinte. "A recuperação do Novo Banco ainda vai custar tempo e dinheiro", sublinhou.

 

"Apesar do resultado positivo, o banco continuará a dar total prioridade ao seu plano de reconstrução. Esse plano vai-nos custar tempo e dinheiro. Queremos reduzir a nossa carteira de NPLs (crédito vencido), queremos reduzir o custo do nosso passivo de mercado e queremos reduzir os nossos activos não estratégicos", disse o CEO do banco na altura.

 

O Novo Banco acordou a venda do BES Vénétie ao fundo americano Cerberus, estando ainda em processo de conclusão a alienação da seguradora GNB Vida. Além disso, o banco foi ao mercado, emitindo 400 milhões de euros em dívida subordinada, que permitiu, na sua maioria, substituir títulos de dívida mais cara.

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