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Polónia e reestruturação afundam lucros do BCP para 12,3 milhões de euros

Os lucros do banco liderado por Miguel Maya recuaram perto de 84% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Tiago Petinga
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 26 de Julho de 2021 às 17:04
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Os lucros do BCP caíram 83,9% para 12,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, em comparação com o período homólogo, pressionados pela Polónia e pelos custos associados à reestruturação da instituição financeira. 

No mesmo período do ano passado, o banco liderado por Miguel Maya tinha registado um resultado positivo de 76 milhões de euros.

Este valor, refere o banco num comunicado enviado à CMVM esta segunda-feira, inclui o "reforço de 214,2 milhões de euros das provisões para riscos legais associados a créditos em francos suíços concedidos na Polónia e itens específicos de 87,2 milhões de euros em Portugal, respeitantes essencialmente a custos de reestruturação".

Já o resultado líquido excluindo provisões para riscos legais em créditos hipotecários na Polónia seria de 118,3 milhões de euros, face a 95 milhões no período homólogo.


As provisões e imparidades do BCP passaram de 351,3 milhões, no primeiro semestre de 2020, para 461,9 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, revela o BCP. 


Ao longo deste período, a margem financeira subiu 0,7% para 768,2 milhões de euros. "Nesta evolução, importa salientar o crescimento observado na atividade em Portugal, pese embora o mesmo tenha sido, em grande parte, absorvido pela redução verificada na atividade internacional", refere. Já as comissões avançaram 6,4% para 352,6 milhões de euros. 


Nos primeiros seis meses do ano, o banco liderado por Miguel Maya registou um aumento de 4,1% do crédito a clientes (líquido), enquanto os depósitos cresceram mais de 7%. 


Por outro lado, os custos operacionais cresceram 7,9% para 591 milhões de euros, num período que está a ser marcado por uma reestruturação no BCP. Esta evolução, diz o banco, "reflete o desempenho quer da atividade em Portugal, quer principalmente da atividade internacional, evidenciando o enfoque do Grupo no compromisso assumido relativo à melhoria de eficiência".


Quanto ao capital, o rácio CET1 do BCP situou-se nos 11,6%, em comparação com 12,1% em junho de 2020.


(Notícia atualizada com mais informação.)
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