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Reino Unido sai totalmente do Lloyds

O que faltava vender no banco liderado por António Horta Osório foi esta terça-feira alienado, refere o FT. A operação deverá ser anunciada amanhã e o erário público pode ter encaixado quase 600 milhões com a transacção.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 16 de Maio de 2017 às 18:24
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O Tesouro do Reino Unido vendeu esta terça-feira, 16 de Maio, o que restava da sua posição no banco Lloyds, instituição que resgatou com 20,3 milhões de libras injectadas em 2009, avança o Financial Times.

A operação põe um ponto final na presença do Estado - que chegou a ter 43,4% do banco - e deverá ser anunciada esta quarta-feira de manhã, referem várias fontes do sector bancário. O Lloyds não quis comentar a notícia do jornal britânico.

Na semana passada, o presidente do banco, o português António Horta-Osório, calculava que as vendas realizadas pelo Estado deveriam permitir ao Tesouro britânico encaixar cerca de 500 milhões de libras (590 milhões de euros à cotação actual) líquidos em relação ao valor injectado.

"Temos muito orgulho no facto de o Governo ter recebido mais do que os 20,3 mil milhões de libras que colocou [no banco]. Estamos a dias de um grande marco", disse o presidente executivo do banco, citado pela Bloomberg, referindo-se aos menos de 1% (0,25% concretamente) da participação pública que ainda faltavam alienar.

Há menos de um mês, a 21 de Abril, o Tesouro britânico anunciou a recuperação dos 20,3 mil milhões de libras injectados. Nessa altura, ainda tinha ainda em mãos 1,4% das acções.

Estado sai ao fim de quase uma década

A venda das participações estatais no Lloyds começou em Setembro de 2013 e foi retomada em Outubro passado com o objectivo de concluir, no espaço de 12 meses, a venda da participação de 9,1% que o Estado então detinha. Ao fim de seis meses, já se desfez de quase tudo o que tinha em As acções do Lloyds fecharam o dia a subir 1,32% em Londres, para 0,70 libras. O governo britânico pagou 0,736 libras por acção no resgate, recorda o Financial Times.

O tesouro do Reino Unido ainda possui uma carteira de acções de outro banco problemático, o Royal Bank of Scotland, correspondente a 70% do capital. Uma venda destes activos acontecerá quase certamente abaixo do preço do resgate, admitiu o ministro britânico das Finanças, o que resultará em perdas de milhares de milhões de libras.
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