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Revolut triplica prejuízos em 2019 apesar do aumento das receitas

A fintech justifica o agravamento dos prejuízos com o "investimento contínuo na expansão global e melhoria da oferta de produtos".

Rita Faria afaria@negocios.pt 11 de Agosto de 2020 às 14:29
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A fintech britânica Revolut fechou o ano de 2019 com prejuízos de 106,5 milhões de libras (cerca de 118 milhões de euros), mais do triplo das perdas de 32,9 milhões de libras registadas no ano anterior.

Isto apesar de a startup de serviços financeiros ter visto as suas receitas aumentarem acentuadamente, assim como o número de clientes.

De acordo com os resultados divulgados esta terça-feira, as receitas da Revolut quase triplicaram para 162,7 milhões de libras no final do ano, enquanto o número de clientes passou de 3,5 milhões no final de 2018, para 10 milhões em 2019.

Ao mesmo tempo, as despesas administrativas gerais aumentaram de 24 milhões de libras em 2018 para 92 milhões em 2019, impulsionadas maioritariamente pela angariação de talento, segundo a Revolut.

Assim, a fintech justifica o agravamento dos prejuízos com o "investimento contínuo na expansão global e melhoria da oferta de produtos".

"Desde o início do ano, o nosso foco foi continuar a desenvolver produtos inovadores para os nossos clientes, continuar a entrar em novos mercados e aumentar as streams de receitas no negócio, enquanto reduzimos custos operacionais. Apesar dos desafios que temos, neste momento, no que diz respeito à conjuntura económica, continuamos focados no nosso objetivo de atingir a rentabilidade", revela o fundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, citado em comunicado.

Em 2019, o número de clientes ativos, numa base diária, aumentou 231%, enquanto o número de clientes que pagam planos de subscrição cresceu 139%. Já o número de contas empresariais aumentou 260%.

No final do ano, a fintech contava com 2.261 trabalhadores, o que compara com 633 no final de 2018. Além da equipa na sede em Londres, a Revolut tem agora um número significativo de funcionários noutros centros na Europa mas também nos Estados Unidos e Singapura. 
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