Banca & Finanças Santander Totta com "luz verde" para comprar cartões Wizink  

Santander Totta com "luz verde" para comprar cartões Wizink  

A Autoridade da Concorrência (AdC) não se opôs à compra pelo Santander Totta de parte do negócio de cartões de crédito e de débito em Portugal da Wizink, revela um aviso publicado no portal da autoridade.
Santander Totta com "luz verde" para comprar cartões Wizink   
Bruno Simão/Negócios
Lusa 28 de maio de 2018 às 11:34

A operação, notificada em 30 de Abril, resulta da compra pelo Popular e Santander Totta do negócio dos cartões de crédito e de débito comercializados pelo Popular em Espanha e Portugal, que o Wizink tinha comprado em 2014 e 2016 ao Popular.

 

"O Conselho da AdC adoptou uma decisão de não oposição na operação de concentração Banco Santander / Wizink (...) uma vez que a mesma não é susceptível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no território nacional ou numa parte substancial deste", lê-se no aviso, que recorda que a operação foi notificada no início deste mês.

 

Em finais de Março, o Santander, numa comunicação à comissão do mercado de valores espanhol, a CNMV, anunciou a venda da participação de 49% do fundo de capital de risco Wizink à empresa norte-americana Varde Partners, já detentora de 51%.

 

O acordo incluía também a transferência, da Wizink para o Santander, do negócio de cartões de débito e de crédito comercializados em Portugal pela Wizink Bank, uma operação a concluir no segundo semestre deste ano, depois de autorizada pelas entidades de supervisão competentes, como a AdC.

 

O grupo espanhol Santander recuperou, assim, o negócio de cartões de crédito dos clientes do Banco Popular em Espanha e Portugal, com o objectivo de melhorar a estratégia comercial e a integração do banco.

 

Em Novembro de 2016, o banco espanhol especializado em cartões de crédito Wizink adquiriu este negócio do Barclays em Portugal, extinguindo a marca Barclaycard e enviando novos cartões Wizink aos 500 mil clientes do mercado português, revelou na altura em comunicado o banco espanhol detido pelo Banco Popular e o Varde Partners.

 

 




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