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Sucessor de Horta Osório no Lloyds abre vaga a outro português no HSBC

António Horta Osório vai ser substituído no Lloyds por Charlie Nunn, deixando a liderança da unidade de banca privada e fortunas do HSBC a Nuno Matos, que passou antes pelo Banco de Portugal e pelo Santander.

Miguel A. Lopes/Lusa
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 30 de Novembro de 2020 às 10:20
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Charlie Nunn, atual presidente executivo da divisão de banca privada e fortunas do HSBC, é o nome escolhido pelo Lloyds para suceder ao gestor português António Horta Osório na liderança do maior banco britânico de retalho.

 

O sportinguista que devolveu o Lloyds à esfera privada com lucro para o Tesouro britânico tinha anunciado no verão a intenção de abandonar a liderança do Lloyds, prevendo sair do cargo em junho de 2021 e cumprir assim um mandato de dez anos.

 

"Estou muito satisfeito por termos completado a sucessão ao nível da liderança ao nomear o Charlie como CEO para trabalhar ao lado de Robin Budenberg como o novo presidente do conselho de administração", referiu Norman Blackwell, que está de saída do cargo de "chairman" a 1 de janeiro, num comunicado citado pela Bloomberg.

 

Com passagens anteriores pelas consultoras McKinsey e pela Accenture, Charlie Nunn entrou para o HSBC em 2011 e nos últimos tempos foi um dos executivos envolvidos na definição de uma nova estratégia para o grupo, incluindo a reestruturação da operação bancária a nível mundial.

 

Por outro lado, o sucessor de Horta Osório no Lloyds vai ser substituído por outro gestor de origem portuguesa, Nuno Matos, que trabalha no HSBC desde 2015 e com esta promoção passa a reportar ao CEO, Noel Quinn. Entrou para gerir a banca de retalho na América Latina e está atualmente baseado no Reino Unido, assumindo responsabilidade pelas operações do grupo na Europa continental.

Fanático de U2 fez carreira no Santander

Formado em Administração de Empresas e com MBA pela Universidade Católica, pós-graduado no americano MIT, o lisboeta Nuno Matos, nascido em 1967, começou a carreira como analista no departamento de supervisão bancária do Banco de Portugal e passou depois pelo grupo Santander. Acumula três décadas de experiência na indústria dos serviços financeiros e ocupou funções executivas em vários outros países, como os Estados Unidos, Espanha, França, Perú, Brasil e México.

Fluente em português, espanhol, inglês e francês, Nuno Matos partilha com Horta Osório a paixão pelo Sporting Clube de Portugal e gosta de praticar ténis e natação nos tempos livres. Casou com uma mulher peruana, tem um filho nascido em Espanha e outro no Brasil, e numa entrevista à imprensa mexicana indicou A Casa dos Espíritos (Isabel Allende) como livro preferido e ser admirador da banda irlandesa U2, que canta a sua música preferida: "Sunday Bloody Sunday".

Nunn vai ganhar 20% menos que Horta Osório A entrada de Charlie Nunn para a liderança do Lloyds ainda está dependente da negociação de um acordo com o HSBC, uma vez que o seu contrato de trabalho inclui um pré-aviso de seis meses para a saída e outros tantos de restrições após a rescisão. Se Horta Osório sair antes de o sucessor estar em condições de assumir o cargo, está já definido que a liderança interina será ocupada pelo diretor financeiro (CFO),  William Chalmers. Mais certo, para já, é que o valor máximo previsto no pacote remuneratório oferecido a Nunn fica cerca de 20% abaixo do que aufere o gestor português, segundo contas da Reuters. O futuro presidente do Lloyds vai receber um salário base anual de 1,125 milhões de libras (1,25 milhões de euros) e um prémio de ações fixo de 1,05 milhões de libras (1,17 milhões de euros), além de um conjunto de benefícios no valor equivalente a 4% do ordenado base.


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