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Lucros da Sonae SGPS duplicam para 20 milhões de euros

Valorização da posição na Nos melhorou resultados trimestrais da “holding” que agrega ainda a distribuição alimentar e especializada, os centros comerciais e as TI do grupo Sonae.

Paulo Duarte
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 07 de Maio de 2015 às 18:40
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A Sonae SGPS – "holding" que agrega activos como os hipermercados Continente, as lojas Worten, a operadora Nos, o jornal Público, os centros comerciais da Sonae Sierra e várias empresas de tecnologias de informação como a WeDo – terminou o primeiro trimestre do ano com o dobro dos resultados líquidos, após interesses minoritários, obtidos um ano antes.

 

Face a 10,12 milhões de euros registados no primeiro trimestre de 2014, a Sonae SGPS lucrou 19,83 milhões um ano depois (mais 95,8%). O resultado antes de impostos, juros, depreciação e amortização (EBITDA) subiu 1%, de 70,72 para 71,42 milhões de euros, com a margem EBITDA a finalizar o trimestre nos 6,3% (face a 6,2% um ano antes).

 

O volume de negócios consolidado pela companhia agora liderada por Paulo Azevedo e Ângelo Paupério (ambos co-CEO), melhorou 1,7%, para 1.146 milhões de euros.

 

O resultado directo, antes de interesses minoritários, regrediu em 30,3%, de 8,17 milhões para 5,69 milhões de euros. Contudo, os lucros foram positivamente impactados pelo crescimento do resultado directo, que aumentou de 2,05 milhões para 15,65 milhões no final do primeiro trimestre do ano.

 

O desempenho, esclarece a administração da Sonae, "é devido, maioritariamente, ao efeito positivo de 'mark to market' [ou avaliação ao valor do mercado]" da participação na Nos. O grupo detém, via Sonaecom, uma participação de 2,14% na Nos (nascida da fusão entre a Zon e a Optimus).

 

Os resultados superam as previsões dos analistas recolhidos pela Reuters  - BESI, BPI, Fidentiis – que estimavam para o período em análise lucros de 18 milhões, em vez do 20 milhões realizados.

 

Segundo o BESI, o efeito positivo da reavaliação da participação da Nos previsto seria de 15 milhões de euros. Contudo, nas contas divulgadas pela Sonae SGPS, o resultado indirecto – que foi impactado pela reavaliação – teve uma variação de 14 milhões de euros face a igual período de 2014.

 

Distribuição alimentar cresce 0,8%

 

Os resultados consolidados hoje apresentados pela Sonae SGPS dão conta que o maior grupo de distribuição português a operar no mercado nacional registou um aumento de 0,8% nas vendas, entre Janeiro e Março de 2015, face a igual período do ano passado, para 793 milhões de euros, no retalho alimentar.

 

A Sonae MC, que opera neste segmento, agrega marcas como os hipermercados Continente, os supermercados Bom Dia e a lojas de proximidade Meu Super (estas desenvolvidas em regime de franchising com operadores locais).

 

No retalho não alimentar especializado, onde actua a Sonae SR (com insígnias como Worten, Zippy e Mo, antiga Modalfa), a "holding" consolidou vendas de 299 milhões de euros, mais 2,5% do que um ano antes, com um crescimento de 1,1% em Portugal e de 5,7% fora de portas.

 

A Sonae IM, que agrega as TI (como a WeDo), mas também a cadeia de retalho de bricolage Maxmat (50%) e a rede de agências de viagens Geostar, o crescimento foi de 8,7%, para 60 milhões de euros.  

 

Recorde-se que os resultados das áreas de telecomunicações, via Sonaecom, e da propriedade e gestão de centros comerciais, via Sonae Sierra, também consolidados pela Sonae SGPS, são apresentados de forma autónoma.

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