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Maioria dos cabeleireiros e barbeiros no “fio da navalha” não aguenta mais 15 dias a zero

Mais de um quarto dos cabeleireiros e barbeiros portugueses, que estão a perder, em média, 175 euros por dia, alerta que não consegue sobreviver a mais um mês com a sua atividade paralisada, e metade dos profissionais admite mesmo que não resiste a uma paragem de mais 15 dias.

Correio da Manhã
Rui Neves ruineves@negocios.pt 11 de Março de 2021 às 14:02
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"É triste estar tudo encerrado e nem domicílios nos deixarem fazer"; "Sou estética e neste momento obtenho zero rendimentos"; "Acho que este setor não é responsável pelo grande crescimento da pandemia, uma vez que cumpriu sempre com todas as regras ditadas pelo governo".

 

Estes são alguns dos desabafos de profissionais portugueses do setor de cabeleireiros e barbeiros num inquérito realizados pela plataforma de contratação de serviços locais Fixando, que revela que metade deles não resistirá a mais 15 dias com a sua atividade paralisada e 27% não sobreviverá mais de 30 dias.

 

Os profissionais (73%) consideram o segundo confinamento muito negativo para a sobrevivência do seu negócio e outros (72%) discordam completamente com a atual proibição de exercer a sua atividade, sendo que, "por cada dia os profissionais do setor perdem 175 euros, em média", avança a Fixando, que diz ter realizado este inquérito entre os dias 5 e 10 de março junto de 12.180 profissionais e utilizadores da plataforma.

 

"Segundo os resultados obtidos, percebeu-se que 45% dos profissionais já recorreu ao apoio do Estado, mas 27% não foi elegível, enquanto 18% recorreu à família e 9% contraiu empréstimos bancários", revela, ainda, a mesma promotora do inquérito.

 

Relativamente à abertura dos centros de estética e cabeleireiros, 38% defende uma abertura imediata e 50% já na primeira fase do desconfinamento, enquanto apenas 12% defende um adiamento até uma segunda fase do desconfinamento.

 

Já entre os utilizadores da plataforma Fixando, 64% discorda com o atual encerramento, sendo que 81% considera dramático o impacto deste encerramento para os trabalhadores do setor.

 

"Mais de metade dos inquiridos (58%) afirma que os cabeleireiros e centros de estética são fundamentais para garantir o bem-estar dos portugueses, pois 53% recorre a estes serviços mais de seis vezes por ano, 19% frequenta quatro a seis vezes por ano, enquanto 18% vai duas a três vezes por ano", adianta a Fixando, em comunicado.

 

Ainda de acordo com o mesmo inquérito, os serviços mais procurados são o corte de cabelo (84%), seguido pela manicure (41%), coloração/madeixas (40%), pédicure (28%), depilação a cera (19%) e tratamentos de estética não-invasivos (16%).

 

Pelo que percebeu dos resultados do inquérito, as prioridades para a abertura de espaços na primeira fase do confinamento têm á cabeça o pequeno comércio (62%), seguido das escolas (58%), cabeleireiros e centros de estética (55%) e restaurantes e cafés (48%), relegando para a cauda das prioridades os ginásios (22%) e os centros comerciais (16%).

 

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