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Nomes em garrafas de Coca-Cola geram lucro para fintech

A empresa Experian era conhecida no mercado de crédito, mas mudou a sua actuação e focou-se na análise de dados.

DR
Bloomberg 15 de Dezembro de 2018 às 18:00
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Quando viu uma garrafa de Diet Coke com o seu nome no aeroporto, a filha de Brian Cassin disse-lhe que precisava de comprá-la. Esta personalização de um produto de uma marca emblemática ratificou mais uma vez, para Brian Cassin, a crença de que o "big data" gera muito dinheiro.

Cassin, de 51 anos, que dirige a empresa Experian, ajudou a transformar a sua empresa, numa firma de referência de crédito, num negócio mais amplo de dados e software. Após começar a manter vastos conjuntos de dados de históricos de crédito pessoal, a maior parte do seu crescimento actualmente vem da assessoria a grandes empresas sobre como monetizar a informação que estas têm sobre os clientes e as cadeias de abastecimento, ao mesmo tempo evitando escândalos de privacidade.

 

A campanha "Share a Coke" ("Partilhe uma Coca") da Coca-Cola fez a fabricante de bebidas recorrer à Experian para ajudar a escolher os nomes mais populares entre os prováveis consumidores de refrigerantes no Reino Unido e imprimiu-os no lugar que está normalmente destinado ao emblemático logotipo da marca. A empresa de Cassin gerou a lista analisando dados sobre a população da faixa etária de 19 a 29 anos, incluindo género e etnia.

 

"Temos a capacidade de realmente fazer mais com a combinação de tecnologia, dados e software", disse Cassin, um ex-executivo bancário do Greenhill & Co. nascido em Dublin, numa entrevista, no escritório da Experian em Londres.

 

A campanha das garrafas personalizadas da Coca-Cola, operada pela empresa em mais de 100 países, ajudou-a a ampliar a sua participação de mercado. Entre os outros clientes importantes da Experian estão grandes instituições financeiras, como o Banco Santander e a Fannie Mae, além de empresas de serviços públicos e de telecomunicações, disse Cassin. As firmas mais pequenas serão a próxima fronteira: "As empresas que estão mais abaixo na cadeia precisarão de muita ajuda", disse.

 

Subida das acções

Trata-se de um progresso natural para aquela que foi uma das empresas de tecnologia financeira originais, disse Cassin. As raízes da empresa estão no TRW, o antigo conglomerado de tecnologia dos EUA, e na Great Universal Stores, um antigo império de retalho do Reino Unido que já foi dono da marca Burberry e que desmembrou a Experian em 2006.

 

A estratégia de Cassin tem ajudado as acções a ignorar o Brexit num ano sombrio para a maior parte do FTSE 100: o valor das acções da Experian quase duplicou desde o início de 2015, enquanto o índice de referência do Reino Unido pouco subiu. No mês passado, a Experian divulgou um crescimento de 7% nas receitas do primeiro semestre fiscal, para 2,4 mil milhões de dólares, impulsionado pelas vendas de ferramentas analíticas e software para empresas.

 

Assim como a Amazon usa dados de clientes para recomendar produtos adicionais, outras empresas podem usar dados para tomar decisões mais bem informadas que ajudem a impulsionar o crescimento, afirmou. "Não ajuda necessariamente ter mais e mais dados, a menos que se compreenda o que fazer com eles. Acho que é aí que nós entramos", disse Cassin.

 

(Texto original: Coke Names on Bottles Spell Money for Fintech With Data Focus)

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