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Concorrência aprova compra do Pavilhão Atlântico por Luís Montez e Ritmos & Blues

A Autoridade da Concorrência decidiu não se opor à operação de aquisição do Pavilhão Atlântico e da Atlântico. Mas os compradores tiveram de assumir compromissos, como a venda da participação do empresário Luís Montez na Ticketline, concorrente da empresa de bilhética do Pavilhão Atlântico, Blueticket.

22 de Março de 2013 às 20:26

Luís Montez, sócio da promotora Música no Coração, e a Ritmo & Blues são os novos detentores do Pavilhão Atlântico. O negócio fica confirmado pela decisão da Autoridade da Concorrência, que decidiu não se opor à operação de concentração.

“A Autoridade da Concorrência aprovou hoje, 22 de Março de 2013, a operação de concentração envolvendo a aquisição do Pavilhão Atlântico e da Atlântico pela Arena Atlântida”, indica o comunicado colocado no site da entidade presidida por Manuel Sebastião.

Para dar a luz verde à operação, a entidade que supervisiona as regras da concorrência em Portugal teve de estabelecer “condições e obrigações destinadas a garantir o cumprimento dos compromissos assumidos, com vista a assegurar a manutenção de uma concorrência efectiva”.

Um dos compromissos para que a Autoridade da Concorrência tenha dado autorização para a operação passava pela decisão de Luís Montez abandonar o capital social que detinha na Ticketline, empresa de bilhética que concorre com a Blueticket. Isto porque, com o negócio, esta última passa para as mãos de Montez, o que o colocaria como accionista de duas empresas do mesmo segmento.

Outro dos aspectos foi o de pôr fim à obrigação de os clientes do Pavilhão Atlântico terem de recorrer aos serviços de bilhética da entidade, a Blueticket.

A Arena Atlântica foi a sociedade-veículo constituída por Luís Montez, pela Ritmos & Blues, pela sociedade de capital de risco Espírito Santo Ventures e por outros quatro investidores individuais (os actuais gestores da sala de espectáculos) para a aquisição do Pavilhão Atlântico.

O consórcio liderado por Montez ofereceu 21,2 milhões de euros pelo Pavilhão Atlântico, superando as ofertas de 16,5 milhões, da AEG Facilities, e de 18,5 milhões, da CIP, António Cunha Vaz e a Everything is New. O encaixe financeiro foi a razão para que tenha sido o escolhido pelo Governo neste processo.

A notificação da Arena relativa à aquisição do controlo exclusivo do espaço de espectáculos à entidade supervisora da concorrência foi feita a 23 de Agosto de 2012.

A 11 de Fevereiro deste ano, a autoridade decidiu passar a uma investigação aprofundada, porque a mesma levantava “sérias dúvidas” relativas a concorrência. Entretanto, a promotora Everything is New (que se encontra, por exemplo, por detrás do Optimus Alive), concorrente da Música no Coração (promotora do Sudoeste) e da Ritmos & Blues (que co-produz o Rock in Rio), recorreu à possibilidade de fazer observações sobre o processo de concentração, mas a Autoridade da Concorrência considerou que não foram entregues “elementos novos” ao processo que levassem a alterar o sentido de decisão. A 22 de Março, decidiu não se opor ao negócio.

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