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Mota-Engil ganha concorrência de Espanha para o segundo troço da alta velocidade

Depois de ser anunciado que uma sétima construtora portuguesa se vai juntar ao consórcio nacional, surgem notícias que três construtoras espanholas vão unir-se novamente para concorrer contra a Mota-Engil. A Acciona, FCC e Ferrovial já tinham participado no concurso da primeira ligação.

As propostas para o segundo troço têm de ser entregues até 25 de maio.
As propostas para o segundo troço têm de ser entregues até 25 de maio. João Cortesão
09:53

As empresas espanholas voltam ao ataque no concurso da alta velocidade portuguesa, depois de perderem o primeiro troço entre Porto e Oiã. De acordo com o , as construtoras Acciona, FCC e Ferrovial estão a renovar a aliança que utilizaram para concorrer nos primeiros quilómetros da linha de alta velocidade. 

Além destas, também a Sacyr, que é dona das portuguesa Somague e Neopul, estará a ultimar acordos com a Domingos da Silva Teixeira (DST) e Alberto Couto Alves Engenharia & Construção (ACA). Estes dois grupos vão agora concorrer ao segundo troço, de 60 quilómetros, que vai ligar Oiã a Taveiro, posicinando-se contra o grupo liderado pela Mota-Engil. O CEO da Mota-Engil, Carlos Mota dos Santos, , com a Manuel Couto Alves a juntar-se à lista.

60Quilómetros
O segundo troço da ligação ferroviária de alta velocidade vai ter um total de 60 quilómetros, menos 11 do que estava inicialmente previsto.

De recordar que o Governo lançou um segundo concurso para este troço da linha ferroviária que vai ligar o Porto a Lisboa, depois da proposta única da Mota-Engil ter falhado por a construtora portuguesa não ter respeitado o caderno de encargos. Isso levou a que o calendário derrapasse e houvesse um : a assinatura está agora prevista para janeiro de 2027, a linha vai ter menos 11 quilómetros e o investimento subiu para 2,4 mil milhões de euros.

A data-limite para a apresentação das propostas para este segundo troço, que vai conectar o distrito de Aveiro a Coimbra, foi fixada em 25 de maio pela Infraestrutura de Portugal, ou seja, daqui por dois meses.

Importa lembrar que, além da construção da nova linha ferroviária, a licitação para este segundo troço inclui a adaptação da estação já existente em Coimbra, a quadruplicação da Linha Norte entre Taveiro e a entrada sul da estação de Coimbra, e construção de uma subestação elétrica em Coimbra e as ligações de alta velocidade à atual Linha do Norte, bem como a manutenção da mesma por 30 anos. 

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