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Mota está a atingir números pré-pandemia. Falta de mão de obra em Portugal é o grande desafio

O CEO da Mota-Engil apontou a escassez da mão de obra como a principal preocupação, ainda que admita o impacto da escassez de materiais na atividade da construtora.

Sérgio Lemos
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 29 de Novembro de 2021 às 18:34
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O CEO da Mota-Engil, Gonçalo Moura Martins, adiantou hoje que a empresa está em "franca recuperação" e a "está a atingir números pré-pandemia", adiantando que o pior da covid-19 já passou. Quanto à subida da inflação e dos preços, Moura Martins diz que a empresa não vive numa bolha, mas em Portugal o principal problema está na escassez de mão de obra.

 

"Estamos em franca recuperação. O Grupo está a atingir números pré-pandemia", realçou Gonçalo Moura Martins, na sessão especial de bolsa para apurar os resultados da OPS de obrigações e operação de troca realizadas pela empresa e que lhe permitiu levantar 110 milhões de euros, alongando a maturidade da dívida da empresa.

 

Quanto ao agravamento da pandemia, o CEO da Mota argumenta que o "mundo não vai viver momentos tão difíceis como já viveu no passado". A maior capacidade de reação das sociedades e a existência de vacinas deverão ajudar a ultrapassar mais rapidamente novos surtos, como o atual.

 

Mais difícil de resolver, na opinião do líder da Mota, é a escassez de mão de obra com que a empresa se depara nos mercados europeus, como é o caso de Portugal. "Exemplo específico do mercado português é a falta de mão de obra. É um problema específico da europa", que piorou no mercado nacional face ao período pré-pandemoa, conforme explicou o CEO da construtora.

 

Para Gonçalo Moura Martins esta é uma situação que urge a aprovação de medidas públicas para enfrentar o problema relacionado com a demografia.

 

Quanto à escassez de materiais e à subida dos custos, o empresário reforçou que "não estamos imunes ao mercado. Há um pico de inflação. Não consigo caracterizar se tem um caráter estrutural ou conjuntural".

 

Ainda assim, admite que houve uma rutura nas cadeias de distribuição, que também afetou a empresa, assim como o aumento dos preços das matérias-primas, como o petróleo, ferro, alumínio ou cobre.

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