Construção Teixeira Duarte passa de prejuízos a lucros no primeiro trimestre

Teixeira Duarte passa de prejuízos a lucros no primeiro trimestre

A construtora reportou um resultado líquido positivo de oito milhões de euros entre janeiro e março, contra perdas de dois milhões no período homólogo de 2018.
Teixeira Duarte passa de prejuízos a lucros no primeiro trimestre
Negócios 27 de maio de 2019 às 21:18

A Teixeira Duarte registou um lucro de 8,02 milhões de euros nos três primeiros meses do ano, contra prejuízos de 2,09 milhões no mesmo período de 2018.

 

"Além do impacto normal do desenvolvimento da atividade das entidades que integram o Grupo Teixeira Duarte nos seus diferentes mercados de atuação, este indicador foi também influenciado por diferenças de câmbio financeiras desfavoráveis (…) e ainda pelo impacto da posição monetária líquida decorrente da aplicação da IAS 29 às empresas de Angola e da Venezuela", explica a empresa.

 

No comunicado das contas trimestrais, a empresa liderada por Pedro Teixeira Duarte reporta também proveitos operacionais de 235,9 milhões de euros entre janeiro e marco, menos 5,4% do que no primeiro trimestre do ano passado (249,3 milhões).

 

Já o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 25,4% no mesmo período de comparação, de 52,1 milhões de euros para 38,9 milhões.

 

Em finais de abril a empresa tinha anunciado as suas contas de 2018, tendo também regressado aos lucros (depois das perdas em 2017) após poupar 38 milhões em juros.

 

Esta melhoria nas contas da companhia foi registada num ano em que a empresa procedeu à venda de vários ativos – o que permitiu reduzir a dívida financeira líquida em 20% para 688,9 milhões de euros – e procedeu à renegociação dos empréstimos com a banca, que permitiu alongar as maturidades da dívida.

 

No final primeiro trimestre deste ano, a dívida financeira líquida ascendia a 761,49 milhões de euros, um aumento de 72,6 milhões de euros face ao final de 2018. Tal evolução deveu-se, segundo a empresa, ao aumento de 42,6 milhões de euros resultante da aplicação da IFRS 16 - Locações; à redução das disponibilidades de 31,9 milhões de euros, que se fixaram em 140 milhões de euros; e à redução de dívida financeira de 2,05 milhões de euros.




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