Desporto Benfica define como prioridade diminuir exposição a obrigacionistas

Benfica define como prioridade diminuir exposição a obrigacionistas

A Benfica SAD reduziu a sua exposição à banca.
Benfica define como prioridade diminuir exposição a obrigacionistas
Miguel Baltazar
Alexandra Machado 02 de novembro de 2019 às 12:35
A Benfica SAD já tem a sua prioridade, em termos financeiros, definida para os próximos tempos. Falando do que diz ser os bons resultados alcançados no ano fiscal 2018/19, a Benfica SAD salienta que "esta pujança económico-financeira deverá permitir a manutenção da política de redução continuada do endividamento, agora mais orientada à diminuição dos montantes objeto de emissões obrigacionistas".

De acordo com o relatório completo, no decurso do ano que findou em junho, a Benfica SAD reduziu, já, a exposição a empréstimos obrigacionistas com o reembolso em maio de um empréstimo de 50 milhões. Nessa ocasião fez nova subscrição, que vence a 2022, de 40 milhões. "Para além da redução em 10 milhões de euros do valor da oferta, a Benfica SAD realizou em simultâneo uma oferta de troca de obrigações 'Benfica SAD 2017-2020' por novas obrigações". Esta troca atingiu os 11,5 milhões, incluídos nos 40 milhões.

A SAD do Benfica explica, assim, ter reduzido a sua exposição a obrigacionistas em 21,555 milhões de euros, "que corresponde à diferença entre o reembolso deste empréstimo obrigacionista (50 milhões de euros) e os novos obrigacionistas que subrescreveram obrigações 'Benfica SAD 2019-2022' (28.445 milhares de euros)".

Houve ainda emissão, no início do exercício, de um empréstimo obrigacionista de 45 milhões de euros com uma maturidade de três anos, tendo em julho de 2018 sido reembolsadas as obrigações "Benfica SAD 2018-2021" no montante de 45 milhões de euro.

Segundo a Benfica SAD, esta fechou o exercício com um total de 146,2 milhões de euros de empréstimos contraídos, sendo 91% a obrigacionistas e 9% dívida à banca.

A entidade desportiva faz ainda as contas as três exercícios para mostrar que nesse período a Benfica SAD "reduziu para menos de metade o valor dos empréstimos obtidos, que passaram de um valor de 310,4 milhões de euros a 30 de junho de 2016 para 146,2
milhões de euros no final do presente período. Adicionalmente, o peso da dívida bancária baixou de 70% para 9%, diminuindo de forma considerável a sua exposição à banca nacional".

No prazo de um ano, a Benfica SAD tem, segundo as suas contas, de pagar 48,445 milhões a obrigacionistas e 2,717 milhões à banca. Já num período acima de 1 ano e até 5 anos, os empréstimos a pagar à banca são de 9,894 milhões e a obrigacionistas 85 milhões. JUnto da banca as maiores exposições são da Caixa Geral de Depósitos e Montepio, tendo ainda "contratualizada uma linha de financiamento junto do Novo Banco  no montante máximo de 30 milhões de euros, a qual à data de relato e do presente relatório não se encontra a ser utilizada".

A Benfica SAD, falando do exercício que findou em junho, avança já uma perspetiva de futuro. "Com capitais próprios superiores ao capital social, o que nunca foi uma realidade desde a constituição da Benfica SAD, a necessidade de gerar resultados económicos expressivos torna-se menos acentuada. Se, para além desta nova realidade, atendermos às mais valias geradas no início da presente época desportiva, torna-se evidente que o exercício económico de 2019/20 será positivo e permitirá incrementar ainda mais a nossa
solidez financeira".

No exercício já em curso, a Benfica SAD vai deixar de apresentar contas consolidadas, "considerando que as participações de que era titular na Benfica Estádio e na Benfica TV foram objeto de alienação à Benfica SGPS, entidade controlada pelo acionista principal da Sociedade, o Sport Lisboa e Benfica".



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