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Bruno Costa Carvalho recandidata-se à presidência do Benfica após falhanço da Rádio Estádio

Ligado à fundação da NTV e do Porto Canal, deixou a emissora desportiva em agonia, com salários em atraso. Recandidata-se agora à liderança do Benfica, um clube que “não percebe que está a ponto de ser relegado, de forma definitiva, para uma segunda divisão europeia”, alerta.

Bruno Costa Carvalho.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 26 de Maio de 2020 às 11:31
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Bruno Costa Carvalho vai voltar a candidatar-se à presidência do Benfica, 11 anos depois de ter perdido a disputa eleitoral para o atual presidente do clube, Luís Filipe Vieira.

"Ao contrário do que muitos julgam, será a segunda vez que me candidato, depois de em 2009 ter tido um resultado toldado por um processo judicial que viria a ganhar a destempo (isto é Portugal) e por em resultado do voto eletrónico que está muito distante de me garantir que tenha sido o resultado verdadeiro", lê-se no comunicado do empresário, enviado à redações esta terça-feira, 26 de maio.

 

Sobre esta situação, "falaremos disso em tempo oportuno", afirma. As eleições no Benfica estão agendadas para outubro próximo.

Derrotado nas eleições presidenciais das "águias" de 2009 e candidato desistente nas de 2016, Bruno Costa Carvalho diz que "não foram estes dois ou três meses de confinamento" que o "fizeram esquecer as múltiplas e diversas trapalhadas em que o Benfica esteve metido".
 
"Vi uma OPA sem explicação, vi problemas com um assessor de administração, vi negócios de que não gostei, vi um sem número de problemas que gostaria que estivessem bem longe do meu clube", realça.
 
"Vi, sobretudo, um clube que não percebe que está a ponto de ser relegado, de forma definitiva, para uma segunda divisão europeia, sem qualquer capacidade de reação, parecendo os dirigentes mais interessados em cifrões do que na grandeza desportiva do clube que lideram", considera.

 

E afirma que também viu "a propaganda sem fim face ao um milagre financeiro inexistente, mas propalado vezes sem fim por uma comunicação social acrítica e mal preparada para entender o que está mesmo diante dos seus olhos", acusa.


Bruno Costa Carvalho, empresário ligado à fundação da NTV e do Porto Canal, deixou em agonia, ainda há pouco mais de dois meses, o seu último projeto empresarial, também na área da comunicação social.

A 6 de março passado, anunciou à equipa redatorial da Rádio Estádio, que esta emissora desportiva iria fechar devido a dificuldades financeiras, menos de um ano após ter sido fundada, a 25 de maio de 2019, num investimento próximo dos três milhões de euros.

Até essa data, estava em atraso o pagamento de dois meses de salário aos 12 jornalistas da Rádio Estádio, assim como o subsídio de Natal de 2019.

A emissora contava, ainda, com cerca de três dezenas de colaboradores e comentadores, como Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, Paulo Catarro, ex-jornalista da RTP, ou Gabriel Alves, antiga glória da rádio portuguesa.

De regresso ao comunicado de recandidatura à presidência do Benfica, Bruno Costa Carvalho considera que "a única alternativa que existe" ao "estado de coisas" do clube "é um candidato que tem a grande qualidade de ser inequivocamente benfiquista, mas que se esqueceu que esteve com o atual presidente durante uma década e é conivente com tudo que se passa", referindo-se a Rui Gomes da Silva, sem o mencionar.
 
"Pois bem, atendendo a tudo isto, parece-me que a única coisa lúcida a fazer é avançar para uma candidatura à presidência do Sport Lisboa e Benfica", conclui.

Garante que é uma candidatura "recheada de grande benfiquismo, sem oportunistas nem gente com passados dúbios", querendo "um Benfica grande e forte a todos os níveis, mas sobretudo no futebol".

"Finalmente", dirigindo-se novamente "à comunicação social", diz que, "por enquanto", não está disponível para entrevistas nem para comentários, mas diz esperar "de todos um trabalho isento e rigoroso, coisa que não aconteceu no passado", afiança.

(Notícia corrigida: foi alterado o título inicial desta notícia, que referia que a Rádio Estádio tinha falido, quando a mesma, apesar de tecnicamente falida, não abriu insolvência)
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