Copa do Mundo tem impacto de 1,2 mil milhões de euros em metade das cidades anfitriãs
Os dados – ainda preliminares e relativos sobretudo à fase de grupos – são avançados pelo Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), a dois dias da final da competição, disputada pela Alemanha e Argentina.
A Copa do Mundo terá tido um impacto mínimo de 1,2 mil milhões de euros (3.654 milhões de reais) em seis das doze cidades-sede da competição. Os dados – ainda preliminares e relativos sobretudo à fase de grupos – são avançados pelo Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), a dois dias da final da competição, disputada pela Alemanha e Argentina.
Das seis cidades anfitriãs onde já é possível avançar com um número do possível retorno económico – Cuiabá, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Salvador e São Paulo -, o valor máximo indicado é de 330 milhões de euros (1.000 milhões de reais) em São Paulo e Porto Alegre. As duas cidades duplicaram as previsões do Ministério do Turismo brasileiro. São Paulo deverá mesmo atingir aos 500 mil turistas até domingo - 200 mil acima das estimativas governamentais - com uma quota estrangeira de 35%.
O período da fase de grupos contribuiu com 99 milhões de euros para a economia da cidade de Natal, ligeiramente abaixo dos 166 milhões de impacto registados em Fortaleza nesta fase da competição. Tendo em conta toda a competição, a Copa deverá representar 180 milhões de euros em Salvador e outros 103 milhões em Cuiabá.
O Rio de Janeiro deverá a cidade com o maior retorno económica com a Copa do Mundo. No início da competição era apontado um retorno de 1.000 milhões de reais para a cidade – valor já alcançado por São Paulo e Porto Alegre. Os dados disponíveis apenas indicam que 400 mil terão passado pela FIFA Fan Fest desde 12 de Julho.
A Embratur destaca ainda o impacto positivo na restauração e hotelaria no país. No caso de Cuiabá, por exemplo, as vendas no sector de bares e restaurantes terão atingido uma evolução de 200%, estando ainda os hotéis da cidade com lotação máxima.
A maioria dos dados vai ao encontro dos dados indicados – no início da competição – pelo Ministério do Turismo brasileiro, com uma tendência para a sua superação. A 12 de Junho, estavam previstos cerca de 3,7 milhões de turistas no país – dos quais 600 mil estrangeiros -, com um impacto económico total de 6,7 mil milhões de reais (o correspondente a 2,2 mil milhões de euros) nas 12 cidades-sede.
Ainda assim, a competição esteve, desde cedo, envolvida em polémica. Os protestos e confrontos fizeram-se sentir pelas ruas das cidades brasileiras: defendia-se então que o dinheiro aplicado neste Mundial de Futebol deveria ter sido investido na melhoria do sistema de transportes, educação e saúde no país. Ganhou o título de "Copa da Desilusão".