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Primeiro dia de Copa marcado por protestos e cinco feridos

Cinco feridos, três detidos e protestos em várias cidades no país. O Mundial do Brasil arranca esta quinta-feira marcado pela revolta social.

Reuters
12 de Junho de 2014 às 19:22

O Mundial de Futebol no Brasil ainda não arrancou mas já há, pelo menos, cinco feridos a registar. A situação ocorreu num protesto realizado em São Paulo, a cerca de 10 quilómetros da Arena Corinthians, estádio onde se realizará o o jogo de abertura do Mundial entre o Brasil e a Croácia às 17h, hora local (21h em Lisboa).

Desde as 10h da manhã, hora local, que cerca de 200 manifestantes protestavam contra os gastos com o Mundial. Os brasileiros alegavam que os 11 mil milhões de dólares (cerca de 8 mil milhões de euros) gastos com a competição é um valor demasiado elevado para um país com problemas estruturais ao nível de saúde e educação. Os argumentos já tinham marcado presença nos protestos dos últimos meses.

Nas proximidades da estação de metro Carrão, no leste da cidade, a polícia brasileira e alguns manifestantes entraram em confronto, após tentativas de bloqueio do tráfego automóvel na Radial Leste, que permite chegar ao Arena Corinthians.

As autoridades, com quase 300 homens no local, recorreram a gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Apesar de ainda não haver um balanço oficial, a imprensa internacional fala, em pelo menos, cinco feridos. Foram ainda detidas outras três pessoas.

Duas jornalistas da CNN estão entre os feridos deste confronto. A estação americana já revelou que Shasta Darlington sofreu um pequeno corte no braço e Barbara Arvanitidis foi atingida no pulso, tendo sido transportadas para o hospital. Aos colegas brasileiros, as repórtes já informarem que se encontram bem. Outros três jornalistas terão sido apanhados pelos estilhaços.

Este foi o único protesto, de quatro marcados esta manhã para São Paulo, onde se registou violência. Já no Rio de Janeiro, outros 1.000 manifestantes avançaram de forma pacífica, carregando bandeiras brasileiras e gritando mensagens anti-FIFA. O protesto foi acompanhado por um forte contingente policial.

Segundo o "Telegraph", vários tanques foram ainda mobilizados para o principal aeroporto do Rio de Janeiro, em antecipação à greve dos trabalhadores que poderá afectar milhares de voos para o país. O jornal indica que era esperada uma adesão de 20% dos trabalhadores a esta paragem.

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