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APS: "Este vai ser o maior evento em termos de montantes indemnizados de sempre"

O valor a pagar pelas seguradoras na sequência das tempestades que assolaram o país vai ultrapassar o recorde anterior, registado nos incêndios de 2017. As empresas têm danos mais avultados, mas as habitações podem estar mais desprotegidas já que muitas não têm seguro.

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12:17

São números ainda incertos e vão continuar a aumentar pelo menos até ao final da semana, mas a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) já tem registo de quase 35 mil participações de sinistros e estima custos com indemnizações entre os 300 milhões e os 500 milhões de euros - s. "Isto seguramente vai ser o maior evento em termos de montantes indemnizados desde sempre aqui em Portugal pagos pelas seguradora", diz José Galamba de Oliveira, presidente da APS, em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.

Galamba de Oliveira explica que o maior valor pago até agora foi relativo aos incêndios de 2017, que chegou aos 250 milhões de euros, mas chama também a atenção para outro evento de natureza semelhante ao deste, a tempestade Leslie, em 2018, "com estragos importantes, cerca de 40 mil participações e o valor de indemnizações pagas superior a 100 milhões de euros".

500MILHÕES
Associação Portuguesa de Seguradores estima que a indemnizações possam chegar aos 500 milhões de euros.

Enquanto o maior número de participações diz respeito a habitações, os maiores estragos foram causados às empresas. "O grande impacto é de facto nas zonas industriais, nos negócios, nas fábricas, onde o número de participações é menor, mas os eventos são sempre mais gravosos porque os capitais envolvidos são sempre muito maiores", indica. A maioria das apólices protegem património - edifícios e equipamentos - e há menos empresas protegidas contra outro grande efeito negativo de um fenómeno deste género: as perdas de exploração, ou seja, os danos causados pela paragem das operações. "Em várias destas fábricas essa cobertura não existe. Existe para a parte patrimonial, para reerguer o edifício ou para comprar novas máquinas, mas para o evento de estarem parados durante umas semanas ou até, em alguns casos, meses... alguns destes negócios não têm essa cobertura", lamenta.

O presidente da APS dá conta de "muitas participações" relativas a casas, mas diz que "infelizmente muitas das casas não têm seguro". "Tudo o que são vivendas unifamiliares, aí a taxa de cobertura de seguro é abaixo de metade, ou seja, em cada 10 casas há três ou quatro potencialmente com seguro", comenta.

Seguramente vai ser o maior evento em termos de montantes indemnizados desde sempre aqui em Portugal José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores 

Apesar das dificuldades e atrasos no terreno, a APS está confiante que será possível. "Esse é o nosso compromisso e estamos a trabalhar para que isso seja conseguido. Obviamente que tivemos que movimentar o setor no seu todo, movimentar equipas e peritos que tipicamente estão alocadas a outras regiões do país e portanto foi tudo mais ou menos concentrado aqui nesta zona centro. Esse é o grande objetivo: que 80% dos das participações tenham uma peritagem efetuada no limite até duas semanas após a sua participação", diz.

Para que isto possa acontecer, as seguradoras mobilizaram milhares de trabalhadores. "São gestores de sinistros, são gestores comerciais para trazer o contacto dos clientes, e são os peritos. São estes três grandes perfis que estão no terreno".

O grande impacto é nas zonas industriais, nos negócios, nas fábricas, onde os eventos são sempre mais gravosos porque os capitais envolvidos são sempre muito maiores José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores

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