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BMW cria 12 mil novos postos de trabalho em 2005

A construtora automóvel «premium» BMW criou 12 mil novos postos de trabalho em 2005, numa época em que a maioria dos grandes grupos automóveis – tais como a General Motors, Volkswagen, Ford e DaimlerChrysler – têm estado a despedir centenas de milhares de

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 15 de Março de 2006 às 14:18
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A construtora automóvel «premium» BMW criou 12 mil novos postos de trabalho em 2005, numa época em que a maioria dos grandes grupos automóveis – tais como a General Motors, Volkswagen, Ford e DaimlerChrysler – têm estado a despedir centenas de milhares de trabalhadores por todo o mundo. Segundo o presidente da companhia, Helmut Panke, este indicador reflecte a «saúde» da companhia, que continua a crescer em termos de vendas e resultados operacionais.

Em 2005, o segmento automóvel – o mais importante – cresceu 9,9% para um máximo histórico de 1,3 milhões de veículos vendidos, no total das três marcas do universo da empresa alemã: BMW; Mini e Rolls-Royce. «Atingiram todas a lideranca nos respectivos segmentos de mercado», garantiu hoje o presidente da BMW, na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2005, na sede da empresa, em Munique, Alemanha.

As receitas da BMW subiram 5,2%, de 44,335 para 46,456 milhões de euros, no ano passado. Os resultados brutos (antes de impostos), face a 2004, caíram 8,3% para 3,28 mil milhões de euros. O administrador financeiro, Stefan Krause considera, no entanto, que «este é um bom resultado, visto que tínhamos previsto uma quebra de 10%, dadas as conjunturas de mercado». Ainda assim, e apesar de uma ligeira quebra de 0,1%, a BMW conseguiu manter os resultados líquidos em linha com o ano anterior, em que ficou nos 2,24 mil milhões (menos 0,1%).

A mais-valia decorrente da alienação da participação de 64%, considerada não-estratégica, da empresa produtora de motores para aviões da Rolls-Royce, é apontada pela gestão como um dos motivos do crescimento dos resultados da BMW. A operação, com um impacto positivo nas contas, ficou registada por 356 milhões de euros.

A operação de recompra de acções próprias (buyback), que terminou em meados de Fevereiro e que deu à BMW o controlo de mais 3% do capital da companhia, foi considerada pelo «chairman» como um «verdadeiro sucesso». No total, a BMW pagou 759 milhões de euros por 20,2 milhões de acções ordinárias. Aos accionistas, a administração vai propor o pagamento de dividendos no valor de 0,64 euros por acção comum e de 0,66 euros por acções com direitos preferenciais.

* A jornalista viajou a Munique a convite da BMW

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