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Bosch abranda crescimento em Portugal

O grupo Bosch encerrou o último exercício com um volume de negócios de 860 milhões de euros no conjunto das suas seis subsidiárias portuguesas, o que traduz um crescimento de 1,1% face à facturação de 2005, ano em que a Bosch cresceu 7% no mercado portugu

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 27 de Março de 2007 às 15:22
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O grupo Bosch encerrou o último exercício com um volume de negócios de 860 milhões de euros no conjunto das suas seis subsidiárias portuguesas, o que traduz um crescimento de 1,1% face à facturação de 2005, ano em que a Bosch cresceu 7% no mercado português.

A Bosch tem 61% dos seus negócios na área de tecnologia automóvel (uma fábrica de travões em Abrantes, uma unidade de produção de auto-rádios em Abrantes e outra de antenas para automóveis em Vila Real). Os restantes 39% estão na divisão de bens de consumo, onde se incluem os resultados das fábricas de esquentadores de Aveiro e de sistemas de vigilância de Ovar.

Por causa da exposição ao mercado automóvel, a Bosch viu os seus resultados de 2006 limitados a um reduzido crescimento. O director-geral da Bosch em Portugal, João Paulo Oliveira, explicou hoje, em conferência de imprensa, que o abrandamento se deve a uma "compressão de preços para a indústria automóvel". "Hoje vendemos os auto-rádios a um preço inferior ao de 2005", exemplifica o responsável.

O grupo alemão encerrou o ano passado com 4.058 colaboradores, mais 119 do que em 2005. Para este ano a Bosch espera contratar mais meia centena de trabalhadores, que ficarão afectos principalmente às fábricas de Aveiro e de Ovar, onde a Bosch está a registar aumentos de produção.

Em 2006, a Bosch portuguesa passou a ter 89% das suas vendas nas exportações, com apenas 11% no mercado nacional, o que compara quotas de 87% das exportações e de 13% de Portugal no ano anterior.

920 milhões em 2007

Para este ano, João Paulo Oliveira estima chegar aos 920 milhões de euros de volume de negócios e registar um crescimento de 10% dos investimentos nas fábricas e em equipamento, para cerca de 35 milhões de euros. O crescimento na facturação em 2007 será de 7%, a confirmarem-se as previsões.

"Temos que manter o reforço da competitividade interna do grupo, maximizar a utilização das competências nacionais e criar condições para que o grupo Bosch continue a investir em Portugal", afirmou João Paulo Oliveira.

Uma das prioridades da Bosch é Aveiro. A Vulcano passou recentemente a adoptar a designação BBT Termotecnologia. A fábrica iniciou este mês a produção de colectores solares, prevendo chegar ao fim do ano com 40 mil unidades produzidas, embora a capacidade instalada seja para 150 mil colectores por ano.

João Paulo Oliveira afirmou ainda que o grupo tem outros produtos em carteira para fabricar em Aveiro, com incidência particular no aproveitamento das energias renováveis.

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