Enfermeiro demite-se do cargo de coordenador da estrutura de energias renováveis
Pedido que foi aceite pelo presidente da estrutura, Manuel Nina, que antes tinha justificado nomeação, sublinhando que cumpria os critérios legais e técnicos e destacando a experiência de Fábio Teixeira em gestão de projetos e procedimentos.
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Fábio Teixeira, enfermeiro de formação, demitiu-se do cargo de coordenador da Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER), menos de uma semana após a sua nomeação, pedido que foi aceite pelo presidente da estrutura.
Em declarações à Lusa, Manuel Nina disse: "Aceitei hoje o pedido de exoneração apresentado por Fábio Alves Teixeira do cargo de Coordenador da EMER2030. Agradeço a disponibilidade manifestada para o exercício das funções e o sentido de responsabilidade demonstrado, desejando a Fábio Alves Teixeira os maiores sucessos pessoais e profissionais".
Na quarta-feira, o presidente da EMER tinha justificado à Lusa a nomeação, sublinhando que cumpria os critérios legais e técnicos e destacando a experiência de Fábio Teixeira em gestão de projetos e procedimentos.
A nomeação, conhecida esta semana, gerou polémica pelo facto de o responsável não ter experiência profissional nas áreas de ambiente, sustentabilidade ou energias renováveis.
Segundo a nota curricular associada ao despacho, é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem do Porto desde 2018, com pós-graduação em Gestão de Projetos pela Porto Business School e certificações profissionais em gestão de projetos (PMP) e metodologias ágeis (CSPO).
O percurso profissional de Fábio Teixeira inclui funções como gestor de projetos em consultoria tecnológica, com desenvolvimento e implementação de 'software', bem como cargos em gabinetes governamentais, onde exerceu assessoria técnica e acompanhamento de projetos, nomeadamente no gabinete da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
O coordenador interno iria ter como funções a gestão da estrutura, incluindo acompanhamento de procedimentos concursais, gestão financeira e contratação pública.
A EMER, criada em março de 2024, tem como missão agilizar os processos de concretização dos projetos de energias renováveis inscritos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e, segundo a ministra do Ambiente e Energia, será extinta no final deste ano, após concluir as tarefas previstas.
Questionado na quarta-feira pela Lusa, o Ministério do Ambiente e Energia indicou que o presidente da EMER iniciou funções em janeiro de 2026 e que a gestão interna da estrutura, incluindo o reforço de equipas, é da sua exclusiva responsabilidade, salientando ainda que os trabalhos se encontram numa fase avançada, com projetos como a implementação do balcão único de licenciamento, o estudo de transposição da diretiva RED III sobre zonas de aceleração de energias renováveis e o desenvolvimento de ferramentas de apoio ao licenciamento municipal.
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