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China quer base na Lua em 2028. Deverá ser alimentada a energia nuclear

É mais um passo na estratégia do país para a exploração espacial. A base da China será colocada no pólo Sul da Lua, local para onde a NASA pretende também enviar a sua base.

Getty Images
Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 25 de Novembro de 2022 às 10:57
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Em 2028, a China planeia ter a sua primeira base na Lua, avança o jornal chinês Caixin, apontando que esta deverá ser alimentada através de energia nuclear. A concretizar-se, a estação da China estará concluída antes da dos Estados Unidos, que apontam a conclusão para 2030.

"Esperamos que os nossos austronautas possam ir à Lua em 10 anos", disse Wu Weiren, responsável pelo programa de exploração lunar, ao meio de comunicação. 

O país liderado por Xi Jinping intensificou as ambições quanto à presença no espaço nos últimos anos. Este mês, a China lançou o último módulo da estação espacial chinesa Tiangong para concluir a sua estação espacial permanente. Desde a última década, o país já lançou várias missões tripuladas e apontou mira a Marte, onde este ano conseguiu aterrar a sua sonda espacial "Tianwen-1".

Os planos da China colocam o país em competição direta com os Estados Unidos, naquela que é conhecida como a "corrida ao espaço". A base da China será colocada no pólo Sul da Lua, local para onde a NASA pretende também enviar a sua base.

Neste momento, a NASA tem um robô em Marte e está empenhada em, até 2030, enviar astronautas à Lua, sendo a primeira vez desde que o progama Apollo - nome pelo qual ficou conhecido o conjunto de missões espaciais que coordenou - terminou, em 1970.   

Se até agora a ideia era exclusiva a filmes de ficção científica, a possibilidade de ter seres humanos em órbita ganha cada vez mais força. No passado domingo, Howard Hu, diretor do programa aeroespacial Orion da NASA, disse que no fim desta década os astronautas vão poder viver e trabalhar na Lua.

Tanto a China como os Estados Unidos estão a investir milhares de milhões de dólares na exploração lunar. Não só para colocar humanos lá, mas também para procurar recursos que possam ser usados.
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