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CIP acusa João Leão de travar acesso de empresas a apoio pós-moratórias

"Atitude mastodôntica" do ministro das Finanças tornou o acesso à linha Retomar tão limitado que apenas uma pequena parte das empresas vai conseguir beneficiar de apoio às empresas no pós-moratórias. A acusação é deixada pelo presidente da CIP. "Aceder à linha Retomar é como passar pelo buraco da agulha", acusa António Saraiva.

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O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) acusa o ministro das Finanças de ter limitado o desenho da Linha Retomar, travando o acesso a este apoio pós-moratórias à grande maioria das empresas.

Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, António Saraiva afirma que a maior parte das empresas estão em condições de começar a pagar os compromissos, mas admite que "o perigo" de incumprimento está em 1,5 mil milhões de euros, uma minoria dos 21,5 mil milhões de créditos em moratória das empresas.

Para o líder dos patrões, o apoio previsto na Linha Retomar, uma garantia pública de mil milhões de euros, não vai chegar. Não tanto pelo montante, mas pelas condições impostas. "Os mil milhões vêm com um quadro tão limitativo", lamentou António Saraiva.

Porquê? O presidente da CIP critica a "atitude mastodôntica" do ministro das Finanças, João Leão, "de em tudo se envolver e de tudo refrear", lembrando o recente episódio da saída do presidente da CP e da oposição do ministro das Infraestruturas.

"Dá ideia de que o Ministério das Finanças é omnipresente nestas questões. E o que parece é que o Ministério das Finanças se sobrepôs ao Ministério da Economia e o Ministério da Economia acabou por lançar esta linha através do Banco de Fomento mas apenas para apenas 10% dos Códigos de Atividade Económica (CAE), deixando de fora todos os outros", criticou. Além disso, foram definidos oito critérios de avaliação que as empresas precisam de cumprir.

"Eu diria que [ceder à alinha] é como passar pelo buraco da agulha", lamentou.

Por isso, admite, serão muito poucas as empresas a conseguir beneficiar deste apoio. "Ainda menos de 10%" das empresas que precisarem, afirmou. "As condições são leoninas", criticou.
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