Empresas CTT querem reabrir até oito estações de correios até ao final de março

CTT querem reabrir até oito estações de correios até ao final de março

João Bento, presidente dos CTT, admitiu, numa entrevista à RTP3, que o encerramento dos postos de correios foi um erro. O objetivo passa agora por reabrir entre seis a oito postos até ao final do primeiro trimestre.
CTT querem reabrir até oito estações de correios até ao final de março
João Cortesão
Negócios 21 de janeiro de 2020 às 12:07

João Bento, presidente dos CTT, considera que o encerramento das estações de correios foi um erro. E garante que estão a trabalhar para reabrir entre seis a oito estações até ao final do primeiro trimestre do ano.  

"O reconhecimento e a constatação de que este processo [de encerramento] fazia pouco sentido levou-nos a iniciar" a reabertura de postos de correio, afirmou o gestor, há oito meses à frente dos CTT, no programa "Tudo é Economia", da RTP3. 


Questionado se esta é uma crítica à anterior gestão - liderada por Francisco Lacerda -, João Bento diz apenas que "não é uma crítica, é uma constatação". E que "pior do que cometer um erro, é persistir nele. Não há nada como na vida e nas empresas quando se reconhece que algo pode ser feito melhor de outra forma", sublinhou. 

Neste sentido, a empresa está agora a avançar com a reabertura de algumas estações. "Estamos neste momento a trabalhar em diversas frentes com a expectativa de poder ter talvez seis a oito lojas reabertas durante o primeiro trimestre deste ano", afirmou o presidente dos CTT. 

Estado português é um "acionista respeitável"
Na semana passada, Pedro Nuno Santos afirmou que a entrada do Estado no capital dos CTT "não está excluída", mas que não está agora em cima da mesa. O ministro das Infraestruturas e da Habitação apontou ainda que, neste momento, o objetivo é "preparar a negociação" da renovação do contrato de concessão dos CTT, que termina no final deste ano. 

Sobre esta questão, João Bento referiu que "
é-me relativamente indiferente a natureza do capital, desde que seja capital respeitavel. E o Estado português é seguramente um acionista respeitável". O presidente dos CTT adiantou ainda que já houve "conversas" com o Governo e a Anacom sobre o futuro do contrato, que a empresa quer manter. As condições têm, porém, de "garantir a sustentabilidade do próprio serviço".

Em junho do ano passado, na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, João Bento já tinha afirmado que o objetivo era travar o fecho de balcões em 15 concelhos e reabrir lojas que foram encerradas noutros locais. 




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