Empresas Empresas familiares portuguesas são as segundas mais otimistas da Europa

Empresas familiares portuguesas são as segundas mais otimistas da Europa

Quatro em cada cinco líderes das empresas familiares portuguesas estão confiantes na evolução do negócio para os próximos 12 meses, muito acima da média de 62% da União Europeia. Mais otimistas que os portugueses, só mesmo os irlandeses.
Empresas familiares portuguesas são as segundas mais otimistas da Europa
David Cabral Santos
Rui Neves Cláudia Brandão 27 de novembro de 2019 às 10:38

Numa lista onde a média de confiança dos empresários familiares na Europa está nos 62%, os irlandeses são os mais otimistas (91%). Logo a seguir aos empresários nacionais, com um nível de otimismo na casa dos 78%, apresentam-se os holandeses (67%) e os espanhóis (66%).

 

Esta é uma das conclusões do Barómetro Europeu de Empresas Familiares, uma iniciativa da KPMG. Mas a visão nacional continua a onda positiva noutros campos. Por exemplo, também 70% dos gestores de empresas familiares em Portugal assumem um crescimento do negócio face ao ano anterior. A média da Europa fica-se pelos  59%.

 

Esta foi a primeira vez que as empresas familiares portuguesas entraram no estudo da KPMG, num universo de 1.613 empresas entrevistadas, de 27 países europeus. Os dados do Barómetro Europeu de Empresas Familiares foram apresentados esta quarta-feira, 27 de novembro, na Fundação Serralves, no Porto, numa iniciativa promovida em parceria com o semanário Expresso.

 

Vítor Ribeirinho, Vice-Presidente da KPMG Portugal, sublinha a positividade das empresas portuguesas face às congéneres europeias, mas aponta, também, que "estamos mais preocupados que os restantes países", nomeadamente nas questões da "disputa pelo talento" (69%) e a "diminuição da rentabilidade (74%).

 

82% dos entrevistados portugueses referiram que o "tornar-se inovador" é uma das grandes prioridades para o futuro do negócio a dois anos, seguido das questões de "educar e formar os seus colaboradores" (81%), e da diversificação (51%). "Para mim, estes são resultados muito motivadores", defende o vice-presidente da KPMG.

 

No campo da atividade internacional, 45% das empresas familiares nacionais reportaram um aumento, mas 75% queixam-se da necessidade de "serem disponibilizados incentivos fiscais e governamentais específicos".

 

Na Europa, afirma Vitor Ribeirinho, "para as empresas familiares,  o melhor veículo para financiar o negócios é a retenção de lucros, com 49% dos inquiridos a responder desta forma, tal como em Portugal.

 

27% das empresas familiares nacionais apontam a inovação e tecnologia  como o principal campo de investimento para os próximos doze meses, seguido do tradicional negócio próprio e da aposta nos colaboradores.

 

Com a constituição de uma nova Comissão e Parlamento Europeus, 35% dos empresários familiares europeus afirmam que o culminar do mercado único europeu deve ser a prioridade da União Europeia, enquanto que a defesa do comércio livre é o mais importante para 20% dos entrevistados.




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