Empresas Espanhola Altia dá mais de 14 milhões para comprar a portuguesa Noesis

Espanhola Altia dá mais de 14 milhões para comprar a portuguesa Noesis

A portuguesa Noesis conquistou o interesse da espanhola Altia pela complementariedade em termos geográficos e de oferta.
Espanhola Altia dá mais de 14 milhões para comprar a portuguesa Noesis
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Ana Batalha Oliveira 17 de dezembro de 2019 às 15:49

A consultora espanhola Altia prepara-se para comprar a portuguesa Noesis por 14,075 milhões de euros, com o objetivo de expandir para novos mercados, neste caso, o português.

A aquisição, avança o jornal espanhol Expansión, vai ser submetida à aprovação dos acionistas na próxima reunião. O plano é fazer o pagamento em três tranches, a última a entregar em 2022. Por agora, as empresas devem seguir a trabalhar de forma independente, apesar de estar prevista uma integração da oferta comercial e dos processos chave.

A empresa compradora juntou, no conjunto do ano passado, 69,3 milhões de euros em receitas e lucros de 6,8 milhões de euros, estes últimos 10,2% acima dos registados no ano anterior. Já a Noesis, em 2018, somou 38 milhões de euros em faturação, tendo registado um volume de negócios recorde, e anunciou querer terminar o ano com 900 empregados, mais 100 do que no final do ano passado. Isto num ano em que abriu um escritório em Boston, nos Estados Unidos.

"A Noesis completa-nos geograficamente, uma vez que para além de Portugal, está presente na Holanda, Irlanda, Estados Unidos e Brasil", declarou o presidente da Altia, Tino Fernández, em declarações à publicação espanhola. Outro dos benefícios da aquisição são os ganhos em áreas como a robótica, o big data, e a qualidade do software, nas quais o presidente considera que a altia tem, ainda, uma presença menor que a Noesis.

Com esta compra, estima o mesmo responsável, a base de proveitos para a Altia em 2020 deverá situar-se, pelo menos, nos 115 milhões de euros, e o número de trabalhadores deve ultrapassar os 2000.

Antes da Noesis, a Altia já havia adquirido outra empresa num passado recente: a Exis, em 2013. O presidente não considera, contudo, que a Altia seja "muito ativa" na dinâmica de compras. Diz concentrar-se em empresas que complementem a oferta e a abrangência geográfica da Altia, dois critérios que considera difíceis de preencher.




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