Estacionamento na zona mais cara de Lisboa diminuiu 20% nos últimos sete meses
Apenas em sete meses o estacionamento na zona mais cara de Lisboa diminuiu 20 por cento, uma quebra que se deve à crise e ao agravamento das tarifas, segundo a EMEL - Empresa Pública Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa.
Em Julho do ano passado, a EMEL introduziu um novo tarifário, diferenciando o preço do estacionamento por três zonas divididas pelas cores vermelho, amarelo e verde, sendo que esta última – a mais barata – passou a absorver 62 por cento dos lugares disponibilizados pela EMEL aos automobilistas.
No início deste mês, o balanço dos efeitos do novo tarifário revelava quebras de 20% na zona vermelha (centro da cidade) e de 14% na amarela, e um aumento de um por cento na zona verde, a mais barata.
“É reflexo da crise”, comenta António Júlio de Almeida, explicando que a diminuição de rendimentos das famílias tem-se reflectido numa “redução do tráfego e da procura de estacionamento”, em especial nas zonas de tarifários mais elevados (vermelha e amarela).
Também as horas de estacionamento têm diminuído desde o ano passado, e em todas as três zonas de estacionamento, mas em especial na mais cara.