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EUA aliviam restrições para petrolíferas norte-americanas operarem na Venezuela

As licenças incluem condições rigorosas para evitar benefícios diretos para o governo venezuelano, como que qualquer contrato com a Petróleos de Venezuela (PDVSA) ou o Estado seja regido pelas leis americanas e que qualquer disputa seja resolvida nos tribunais dos Estados Unidos.

Contratos com PDVSA terão de obedecer às leis dos EUA
Contratos com PDVSA terão de obedecer às leis dos EUA Cristian Hernandez/AP
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 O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos flexibilizou na terça-feira as restrições para que empresas americanas possam operar no mercado petrolífero venezuelano, embora sob condições rigorosas de controlo e relatório.

Através de duas licenças publicadas, uma para comercializar hidrocarbonetos e outra para o uso de aeroportos e portos, no seu site, o Tesouro flexibilizou, sem eliminar as sanções, endurecidas em 2019, que ainda pesam sobre o país das Caraíbas, as restrições sobre os bens naturais da Venezuela, incluindo petróleo e gás, para que empresas americanas possam comercializá-los.

As licenças incluem condições rigorosas para evitar benefícios diretos para o governo venezuelano, como que qualquer contrato com a Petróleos de Venezuela (PDVSA) ou o Estado seja regido pelas leis americanas e que qualquer disputa seja resolvida nos tribunais dos Estados Unidos.

Além disso, os pagamentos a pessoas sob sanções americanas devem ser feitos em contas designadas pelo Tesouro para manter um "controlo financeiro centralizado".

As empresas que utilizarem a licença para exportar ou fornecer petróleo venezuelano a países que não sejam os Estados Unidos terão de apresentar relatórios detalhados à Administração do presidente Donald Trump.

Além disso, os pagamentos a pessoas sob sanções norte-americanas devem ser feitos para contas designadas pelo Tesouro para manter um "controlo financeiro centralizado".

As empresas que utilizarem a licença para exportar ou fornecer petróleo venezuelano a países que não sejam os Estados Unidos terão de apresentar relatórios detalhados à Administração do presidente Donald Trump. Nesses relatórios será necessário detalhar as partes envolvidas, quantidades, valores, destinos e quaisquer pagamentos ao Governo venezuelano, com relatórios iniciais aos dez dias da primeira transação e depois de 90 em 90 dias.

Por sua vez, o Tesouro aprovou também hoje uma licença que autoriza operações relacionadas com portos e aeroportos na Venezuela.

O documento permite transações "ordinárias e necessárias" para a utilização da infraestrutura logística, desde o pagamento de taxas de aterragem e serviços aeroportuários até operações portuárias, como atracar, desde que tais atividades sejam indispensáveis para o transporte e a logística, e não incluam pessoas ou entidades sancionadas e isentas das exceções estabelecidas.

A autorização do Tesouro foi emitida cinco semanas após a operação militar com a qual os Estados Unidos detiveram Nicolás Maduro em Caracas para o levarem para Nova Iorque e acusá-lo de crimes relacionados com narcotráfico.

Após a queda de Maduro, Trump garantiu que empresas petrolíferas americanas voltarão a operar no mercado venezuelano e que investirão cerca de 10 mil milhões de dólares para modernizar a infraestrutura.

Até agora, a Chevron era a única petrolífera americana com licença especial para operar na Venezuela.

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