Empresas Fabricantes da vacina da gripe disparam

Fabricantes da vacina da gripe disparam

A perspectiva de um forte aumento nas receitas da venda de vacinas para a gripe A está a gerar uma forte valorização nas acções das farmacêuticas. Desde o início do mês empresas como a GlaxoSmithKline, Safoni-Aventis e Roche valorizaram mais de 13 mil milhões em bolsa.
Negócios 22 de julho de 2009 às 00:01
A perspectiva de um forte aumento nas receitas da venda de vacinas para a gripe A está a gerar uma forte valorização nas acções das farmacêuticas. Desde o início do mês empresas como a GlaxoSmithKline, Safoni-Aventis e Roche valorizaram mais de 13 mil milhões em bolsa.

A aproximação do período mais crítico de contágio da gripe A no hemisfério Norte está a provocar uma corrida à vacina pelos governos e empresas. De acordo com dados citados ontem pelo "Financial Times", só a britânica GlaxoSmithKline já vendeu 150 milhões de doses da vacina a países como o Reino Unido, Estados Unidos, França e Bélgica. E está a preparar-se para aumentar a produção. Segundo os últimos dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde, a 6 de Julho, foram confirmados 94.512 casos em todo o mundo e a gripe já provocou 429 mortos.

O banco americano JPMorgan divulgou a semana passada uma nota de "research" na qual estima que os governos de todo o mundo já tenham encomendado cerca de 600 milhões de doses da vacina. O que corresponde a três mil milhões de dólares em vendas. O banco americano acredita que serão comercializadas mais 342 milhões de doses, no valor de 1,86 milhões de euros. São 4,86 mil milhões em receitas para o sector.

A Roche tem sido uma das mais beneficiadas pela disseminação do vírus H1N1. A farmacêutica suíça produz o antiretroviral Tamiflu, o mais procurado por governos e empresas como forma de ataque à doença. Ainda assim, as acções da Roche são as que menos sobem, tendo avançado 3,4% no último mês.

Quem bate quase toda a concorrência no sector é mesmo a GlaxoSmithKline, ao ganhar 8,5%. A Sanofi-Aventis sobe 7,5%. Ganhos que espelham o interesse dos investidores quando se aproxima a divulgação dos resultados do segundo trimestre, que deverão já beneficiar do efeito gripe A. Nesse momento, as empresas deverão também fornecer dados actualizados sobre o ritmo de encomendas.




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