Globalia rejeita novo modelo de gestão para Halcon Portugal
A direcção da Halcon Portugal apresentou ao seu accionista, os espanhóis da Globalia, um novo modelo de gestão para o negócio das viagens. A proposta passava por unir, em Portugal, o negócio das agências com o operador turístico. No entanto, em momento de crise a Globalia não quis arriscar e recusou a proposta.
A direcção da Halcon Portugal apresentou ao seu accionista, os espanhóis da Globalia, um novo modelo de gestão para o negócio das viagens. A proposta passava por unir, em Portugal, o negócio das agências com o operador turístico. No entanto, em momento de crise a Globalia não quis arriscar e recusou a proposta.
"Tentei apresentar um modelo em que Portugal serviria de balão de ensaio, mas era demasiado fracturante e acabou por ser recusado", adiantou Timóteo Gonçalves, director-geral da Halcon Viagens Portugal.
O Grupo Globalia controla a Halcon Viagens, que vende viagens directamente ao público, e o operador turístico Travelplan, que também está presente em Portugal, vende os produtos às agências. "A proposta passava por uma maior partilha de risco (com o operador) e uma melhor gestão de 'stocks'", explica Timóteo Gonçalves, em entrevista ao Negócios. Neste momento, o modelo de negócio passa por esquema de pirâmide, ou seja, o operador turístico vende à agência e esta por sua vez vende ao público.
