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Iberdrola quer projectos comuns com a EDP para criar sinergias

A Iberdrola emitiu hoje um comunicado onde comenta a reestruturação do sector energético português. A eléctrica espanhola apoia a nova estratégia, afirma que a futura administração da EDP representa uma oportunidade para criar valor na eléctrica e diz que

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 09:52
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A Iberdrola emitiu hoje um comunicado onde comenta a reestruturação do sector energético português. A eléctrica espanhola apoia a nova estratégia, afirma que a futura administração da EDP representa uma oportunidade para criar valor na eléctrica e diz que quer identificar – sem criar conflitos de interesse – projectos mutuamente vantajosos capazes de criar sinergias, para ambas as companhias.

Num comunicado remetido à CNMV, com data de hoje, a Iberdrola afirma que «apoia sem reservas», a estratégia de Portugal para o sector energético, e «deste modo, dispõe-se a concentrar a sua posição na EDP, nos termos e condições que sejam aprovados pelos órgãos sociais da empresa», alienando a sua posição de 4% na Galp.

Diz que a Ibedrola apoia também, sem reservas, as propostas efectuadas ao Governo pelos accionistas privados da EDP, que consistem na implementação de um novo modelo de Governo na eléctrica e a nomeação de um novo presidente executivo.

A companhia espanhola considera mesma que «o mandato no novo Conselho de Administração da EDP representa uma oportunidade para criar valor para a empresa».

Alertando que «sempre tendo em conta as devidas salvaguardas de potenciais conflitos de interesse», a Iberdrola acrescenta que «está disposta, em colaboração com o novo Conselho de Administração, a desenvolver os melhores esforços para identificar projectos mutuamente vantajosos capazes de gerar sinergias, quer para a EDP, quer para o Grupo Iberdrola».

A Iberdrola controla mais de 5% do capital da EDP e «avaliou a possibilidade de participar no novo órgão social [Conselho Superior] onde estarão representados todos os accionistas com uma participação superior a 2% do capital da EDP».

No mesmo comunicado, como já é sabido, a Iberdrola afirma que, «por sua própria iniciativa, não participará por agora neste novo órgão, que vai ser proposto na próxima assembleia geral da empresa».

O semanário «Expresso» noticiou no passado Sábado que a Iberdrola quer uma 10% do capital da EDP, visando elevar a limitação dos direitos de voto da eléctrica para esta fasquia.

As acções da EDP seguiam a valorizar 2,18% para 2,81 euros e a Iberdrola apreciava 0,22% para 22,78 euros.

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