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Índia enfrenta fevereiro mais quente e seco. Culturas de inverno em risco

As sementeiras de inverno, como é o caso do trigo, colza e grão-de-bico, decorrem entre outubro e dezembro e requerem condições frias durante as fases de crescimento e amadurecimento para se obterem os rendimentos ideais nas colheitas.

Culturas como o trigo poderão sofrer perdas de rendimento.
Culturas como o trigo poderão sofrer perdas de rendimento. Nuno Veiga/Lusa
01 de Fevereiro de 2026 às 22:35

A Índia terá um tempo mais quente e mais seco no mês que agora começa, depois de janeiro já ter sido também um período mais quente do que o habitual para a época. A advertência é dos serviços meteorológicos do país, que verá assim aumentados os riscos para as principais culturas de inverno, como o trigo, cevada, colza e grão-de-bico

A região noroeste do país, onde se cultiva trigo, deverá registar menos de 78% da sua média pluviométrica de longo prazo, afirmou no sábado Mrutyunjay Mohapatra, diretor-geral do Departamento Meteorológico da Índia, citado pela Reuters. Na maioria das regiões do país, as temperaturas máximas e mínimas estarão bem acima da média em fevereiro, acrescentou o mesmo responsável. 

Por esta razão, culturas como o trigo e a cevada poderão sofrer perdas de rendimento, dado que as temperaturas acima do habitual podem acelerar o desenvolvimento dessas mesmas culturas e encurtar o período de cultivo. 

As sementeiras de inverno, como é o caso do trigo, colza e grão-de-bico, decorrem entre outubro e dezembro e requerem condições frias durante as fases de crescimento e amadurecimento para se obterem os rendimentos ideais nas colheitas. 

Até 23 de janeiro, os agricultores indianos semearam trigo e colza numa área recorde de 33,42 milhões de hectares e 8,94 milhões de hectares, respetivamente, segundo dados do Ministério da Agricultura citados pela Reuters. 

Fevereiro é um mês crucial para o desenvolvimento dos grãos. Um aumento acentuado das temperaturas neste período poderá levar a rendimentos mais baixos e anular os ganhos decorrentes do aumento do plantio”, comentou à agência um corretor de Bombaim. 

Qualquer queda na colheita de colza, por exemplo, poderá obrigar a Índia, maior importadora mundial de óleo vegetal, a aumentar as suas importações de óleo alimentar, apontam à Reuters alguns "traders" do setor.  

A Índia compra óleo de palma principalmente à Indonésia, Malásia e Tailândia, ao passo que importa óleo de soja e óleo de girassol da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

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