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Lucro da Ramada cai 24% para 4,3 milhões nos primeiros nove meses

A Ramada Investimentos e Indústria fechou os primeiros nove meses do ano com uma descida de 24% do resultado líquido. Já as receitas caíram 14%.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 19 de Novembro de 2020 às 19:32
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A Ramada Investimentos e Indústria reportou lucros de 4,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que correspondeu a uma queda de 24% face ao período homólogo do ano passado.

Já as receitas desceram 14%, para 74,8 milhões de euros, um decréscimo de 14% quando comparadas com o período de janeiro a setembro de 2019, refere a empresa no seu comunicado das contas divulgado junto da CMVM.

 

Por seu lado, o EBITDA atingiu 8,3 milhões de euros, montante inferior em 27,5% ao registado no mesmo período de 2019. A margem EBITDA ascendeu a 11,1% um decréscimo de 2,1 pontos percentuais face ao período homólogo do ano passado.

 

O resultado líquido do segmento indústria, no valor de 1,3 milhões de euros, apresentou um decréscimo de 55,6%.

 

"O primeiro semestre revelou-se complexo dada a impossibilidade de previsão da reação dos mercados face à incerteza da pandemia. Com o encerramento das instalações de Ovar durante a primeira semana de abril, devido à cerca sanitária a Ovar, o ritmo de produção normal tornou a recuperação num exercício árduo", sublinha o relatório.

 

O segundo semestre, prossegue, "iniciou-se com uma expetativa de melhoria e com um foco na preparação das equipas e da capacidade de resposta do Grupo Ramada".

 

Relativamente à atividade no terceiro trimestre, "a mesma demonstrou, tendencialmente, alguns sinais de recuperação e retoma", refere o grupo, salientando que, no setor dos moldes, o terceiro trimestre terminou com uma tendência positiva – o que permitiu reforçar a carteira de vendas para os meses seguintes.

 

Na metalomecânica, a expectativa é positiva, já que se tem verificado um aumento da procura.

 

O Grupo Ramada encerrou o trimestre com valores acima da fase pré-covid, diz ainda o comunicado das contas.

 

"Foram ainda realizados investimentos chave para o negócio dos aços no decorrer do terceiro trimestre, tal como antecipado. Nomeadamente, foi formalizada a aquisição de equipamentos fundamentais para a aposta do grupo na evolução futura dos seus principais negócios".

 

A Ramada Investimentos destaca, neste âmbito, a aquisição do armazém automático de peças 3D para Ovar e a aquisição de equipamentos de galgamento "que vão permitir a consolidação da atividade da Planfuro Global na Vieira e a reestruturação das filiais da Universal Afir e do Ramada Aços na Marinha Grande". "Esta última alteração será determinante para o ganho de competitividade do grupo".

 

Foi também decidido e executado o encerramento da filial da Maia, "que apesar de outrora ter sido um importante balcão de vendas, com as mudanças de paradigmas logísticos e produtivos tornou-se mais dependente da sede em Ovar, vendo-se reduzida a um entreposto logístico e acrescentado pouco valor ao negócio".

 

Quanto às perspetivas futuras, o grupo sublinha que a conjuntura atual continua a ser marcada por um elevado nível de incerteza decorrente do contexto pandémico atual. "A indefinição é grande, sendo previsível que nos mercados onde operamos o seu impacto continue a ser relevante".

 

"O grupo irá continuar a avaliação e monitorização das ações já implementadas e/ou a implementar, de forma a acompanhar e antecipar, na medida do possível, os impactos da pandemia no seu desempenho operacional e financeiro", refere.

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