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Lucros dos CTT devem deslizar 61% no terceiro trimestre

Se não fosse o efeito das eleições de 2019, as receitas teriam subido 3% e o EBITDA, em vez de cair, manter-se-ia neutro.

CTT
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 19 de Outubro de 2020 às 14:15
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Os lucros dos CTT deverão sair abalados do terceiro trimestre do ano em cerca de 60%, o que significa uma queda homóloga de 85% no conjunto dos primeiros 9 meses do ano, preveem os analistas do CaixaBank BPI. Ainda assim, a meta do EBITDA para este ano poderá ainda ser cumprida.

Os CTT vão publicar os resultados relativos ao terceiro trimestre a 4 de novembro, e as previsões não são as mais animadoras: os lucros deverão cair de 14 milhões para os 5 milhões de euros no conjunto do terceiro trimestre, o que significa que os primeiros nove meses do ano podem fechar com um abano de 85% no resultado líquido, que diminui de 23 milhões para apenas 4 milhões de euros. No primeiro semestre a cotada registou prejuízos.

Olhando a primeira linha da folha de balanço, as receitas deverão manter-se neutras no trimestre, nos 184 milhões de euros. Este valor resulta de um equilíbrio de forças entre os ingressos do segmento de correio tradicional, que caem cerca de 10% em relação ao período homólogo para os 112 milhões de euros, ao contrário do que deverá acontecer no negócio de Expresso & Encomendas, que nas previsões dispara 25% para os 47 milhões, à boleia de maior atividade da Amazon e da Alibaba em Espanha, decorrente da abertura de novas contas. Os serviços financeiros subirão uns ligeiros 3% para os 4 milhões e as receitas do banco CTT terão aumentado 14% para os 22 milhões de euros.  

Neste cenário, o EBITDA consolidado decrescerá 8%, o equivalente a 2 milhões de euros, acompanhado de um aumento estimado de 1% nas despesas operacionais.

"Os resultados do terceiro trimestre vão sofrer de uma comparação dura", avisam os analistas do CaixaBankBPI, uma vez que os resultados dos três meses homólogos foram "positivamente impactados pelas eleições governamentais". Um efeito que deverá ainda sentir-se nos dois trimestres seguintes, tendo em conta que as eleições presidenciais estão marcadas para janeiro ou fevereiro de 2021.

Se não fosse o efeito das eleições de 2019, as receitas teriam subido 3% e o EBITDA, em vez de cair, manter-se-ia neutro. Para atingir a meta definida para o EBITDA, mais de 90 milhões de euros no ano de 2020, a empresa tem de gerar mais de 32 milhões no último trimestre, o que, de acordo com os analistas do BPI "é possível", considerando o impacto positivo das eleições presidenciais e o desempenho do negócio de E&P, que se espera melhorado.

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