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Lucros da Alcoa decepcionam mercado

A fabricante norte-americana de alumínio reportou uma queda dos lucros do terceiro trimestre, que ficaram também aquém do esperado. A Alcoa esteve a ser sobretudo penalizada pelo excesso de oferta mundial deste metal industrial.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 08 de Outubro de 2015 às 21:50
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A Alcoa deu esta noite o pontapé de saída na época de apresentação de contas nos Estados Unidos. E entrou em campo com o pé esquerdo: os lucros do terceiro trimestre caíram para 2 cêntimos de dólar por acção, contra 12 cêntimos no período homólogo do ano passado.

 

Excluindo itens extraordinários, os lucros ascenderam a 7 cêntimos por acção, quando a média apontada pelos 12 analistas inquiridos pela Bloomberg apontava para 13 cêntimos.

 

A Alcoa tem estado a ser pressionada pelo excesso de oferta mundial de alumínio, o que tem levado o preço deste metal não-ferroso a perder terreno. No final de Setembro marcou o quarto trimestre consecutivo em queda.

 

Actualmente, o alumínio está a negociar a menos de metade do preço do seu máximo histórico atingido no mercado londrino em Julho de 2008 (na esteira dos recordes do petróleo). No final do terceiro trimestre acumulava uma perda anual de 19%, para 1.623 dólares por tonelada. E "as cotações do alumínio vão continuar a descer", estimou à Bloomberg um analista do Deutsche Bank, Jorge Beristain.

 

Recorde-se que no mês passado a Alcoa anunciou que vai cindir-se em duas entidades autónomas, decisão que os analistas dizem que poderá proteger o sector da manufactura da volatilidade dos preços das "commodities".

 

A ideia da Alcoa é separar as unidades que fornecem as empresas automóveis e aeroespaciais das unidades de fundição e de refinação. 

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