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Mário Ferreira chama “terrorista social” a denunciador de escravatura no Douro

Gonçalo Gomes, porta-voz da Plataforma Laboral e Popular, garante que há “escravatura laboral” no negócio dos barcos turísticos no rio Douro. Mário Ferreira, dono da líder Douro Azul, refuta as acusações e classifica Gomes como “um homem perturbado” e “terrorista social”.

A Douro Azul, que diz não ter salários mínimos na empresa, propõe a redução do IRC como alternativa.
O negócio dos barcos turísticos no rio Douro é liderado pela Douro Azul, do empresário Mário Ferreira.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 08 de Setembro de 2017 às 11:35
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Amanhã, sábado, nos cais de Gaia (10 horas) e Porto (15 horas), a auto-intitulada Plataforma Laboral e Popular (PLP), criada no ano passado, vai manifestar-se contra "a escravatura laboral" que garante que existe por detrás do negócio dos barcos turísticos no rio Douro.

Num trabalho extenso, publicado esta sexta-feira, 8 de Setembro, no diário Público, o porta-voz desta plataforma e "ex-trabalhador de três empresas de passeios fluviais", denuncia a existência de um cenário "de medo e precariedade" entre os cerca de 500 trabalhadores que laboram nestas embarcações.

 

Nos panfletos que a PLP tem distribuído, por estes dias, pelos cais de Gaia e Porto, a lista de reivindicações é extensa: "Acabar com a precariedade laboral, substituindo os contratos de três e seis meses por vínculos efectivos, pôr fim aos ordenados miseráveis de salários mínimos e exigir que nenhum trabalhador receba menos do que 750 euros mensais, terminar as jornadas laborais de 60 horas sem folgas."

Num "post" publicado na sua página no facebook, o empresário Mário Ferreira, dono da Douro Azul, classifica Gonçalo Gomes como "um terrorista social, um homem que aparenta uma grave perturbação mental", que "tem uma postura de culto a Che Guevara mas com um estilo próprio de terrorista e anarquista", e que "tem nos últimos meses feito várias ameaças a muitos operadores turísticos no Douro".


 

Garantindo que as denúncias feitas pelo porta-voz da PLP correspondem a "práticas não existentes" nos cruzeiros do Douro, lamenta que "nenhum operador" tenha sido "chamado ao direito do contraditório".

 

Mário Ferreira adianta ainda que, "fruto das ameaças e calúnias feitas pelo senhor Gonçalo Gomes, o mesmo tem vários processos crime contra ele a decorrer os trâmites legais - só nossos são dois", afiançou.

Além da líder Douro Azul, operam no rio Douro outras empresas como a Tomaz do Douro, a Douro Acima, a Manos do Douro, a Rota do Douro, a Três Séculos, a Cruise Europe, a Viking Cruise, a Barcadouro ou a Feeldouro.

Em quase 30 anos de turismo fluvial nas águas durienses, não há registo de manifestações expressivas ou greves entre os trabalhadores.

 


(Notícia actualizada às 12:12)

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