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Miguel Maya: “Dificilmente vejo os preços na Baixa de Lisboa a descer”

O presidente do BCP não está preocupado com o imobiliário. A questão é que Lisboa e Porto deixaram de estar apenas no mercado nacional. São mercados internacionais. Ainda assim, acredita que possa haver ajustamento nas periferias. “Mas será marginal”. No geral, os banqueiros não estão preocupados com o imobiliário.

Tiago Sousa Dias
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 25 de Setembro de 2018 às 13:14
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"Dificilmente vejo os preços na Baixa de Lisboa a descer". A afirmação é de Miguel Maya, presidente executivo do Banco Comercial Português, esta terça-feira, 29 de Setembro.

"Não vejo grande problema", frisou Miguel Maya, na conferência "Banca do Futuro", organizada pelo Negócios, que se realizou em Lisboa.

Em Lisboa e Porto, o mercado está "mais quente". "Lisboa e Porto estão no mercado internacional, não é [mercado] apenas para investidores exclusivamente portugueses". E é por isso que Miguel Maya defende que os preços na Baixa "dificilmente" vão cair dos níveis em que se encontram.

Nas periferias, acredita o gestor, "pode haver um ajustamento". "Mas será marginal", avisa.

Maya lembrou que o BCP, devido à ajuda estatal recebida em 2013, ficou proibido de fazer promoção imobiliária. E isso foi transversal ao sector. Agora já há essa promoção, no banco e fora.

Na conferência, os banqueiros presentes – António Ramalho, presidente do Novo Banco, Paulo Macedo, presidente da CGD, e Pablo Forero, presidente do BPI – mostraram uma diminuta preocupação com o imobiliário.

Ramalho, por exemplo, considerou que é "perfeitamente gerível", tendo em conta também o "grande desinvestimento" que houve no mercado imobiliário. Pablo Forero frisou que é necessário evitar os excessos e "fazer um trabalho muito sério".

Já Paulo Macedo lembrou a diferença entre o mercado residencial de Lisboa e Porto e o resto do imobiliário, nomeadamente o industrial, onde diz que os preços ainda estão baixos.

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