Millennium bcp avalia activos da Sonae no Brasil em 348 milhões
O Millennium bcp avalia os activos da Sonae no Brasil em 348 milhões de euros, depois da cadeia Condor ter avançado que estaria interessada em adquirir os activos da Sonae Distribuição no estado do Paraná. O Caixa BI defende que a fusão das participadas d
O Millennium bcp avalia os activos da Sonae no Brasil em 348 milhões de euros, depois da cadeia Condor ter avançado que estaria interessada em adquirir os activos da Sonae Distribuição no estado do Paraná. O Caixa BI defende que a fusão das participadas da Gescartão, detida parcialmente pela Sonae, poderá ter um impacto positivo na cotação.
Segundo declarações do director comercial da rede brasileira de supermercados Condor à «Valor Económico», confirmadas ontem pelo Jornal de Negócios Online, a empresa está interessada em adquirir os activos da Sonae Distribuição no estado do Paraná.
A Sonae é líder de mercado neste estado brasileiro com uma quota de 23%. A Condor tem uma quota de 17%, idêntica à da CBD e da Muffato, enquanto a Carrefour conta com 11%, pelo que, segundo o Miillennium bcp investimento, a «aquisição por parte da Condor poderia levantar problemas de concorrência».
O banco de investimento avalia os activos totais da Sonae no Brasil em 348 milhões de euros, considerando um rácio do valor da empresa sobre as vendas de 40%.
«É possível tirar maior partido da operação da Modelo no Brasil»
«É possível tirar maior partido da operação da Modelo no Brasil»
«Uma venda tenderia a ser bem recebida uma vez que é possível tirar maior partido da operação da Modelo Continente no Brasil, tal como é sugerido pelas baixas densidades de vendas que a operação apresenta actualmente apesar de estar localizada numa das zonas economicamente mais fortes do Brasil», defendem os analistas do Millennium bcp.
No entanto, de acordo com a mesma fonte, o peso do Brasil no NAV («net asset value») da Sonae é de apenas 10% e as vendas do Estado do Paraná representam 23% das vendas totais da Modelo Continente no Brasil.
Perspectivas de OPA podem impulsionar acções da Gescartão
Perspectivas de OPA podem impulsionar acções da Gescartão
A imprensa avança hoje que a Gescartão [GCT] terá pedido ao Governo o levantamento da restrição decorrente da privatização que impede a venda de 51% das acções da empresa, permitindo assim ao grupo proceder à fusão das unidades Portucel Recicla e Portucel Viana.
A Gescartão é detida em 75% pela Imocapital, uma «joint venture» detida em partes iguais pela Sonae Indústria e pelos espanhóis da Europac. Das 19,9 milhões de acções que representam o capital da empresa de cartão, apenas 9,79 milhões estão admitidas à cotação na Euronext Lisbon.
Sónia Baldeira do Caixa – Banco de Investimento (Caixa BI), numa nota a clientes refere que esta notícia poderá ter um impacto «positivo» nas acções da Gescartão, já que com o «luz verde» do executivo, «o processo de instalação da nova máquina avança mais rapidamente, o que é favorável para a empresa».
O banco avança ainda que «têm sido muitos os movimentos especulativos à volta da Gescartão, numa perspectiva de OPA iminente por parte de um dos seus maiores accionista», com o banco a acrescentar que «é provável que nos próximos tempos se assista a uma valorização das acções da companhia». O Caixa BI tem uma recomendação de «outperform» e um preço-alvo de 11,30 euros.
As acções da Sonae SGPS [SON], da unidade Sonae Indústria [SONA] e da Gescartão seguiam todas inalteradas nos 0,84 euros, 3,73 euros e 9,89 euros, respectivamente.