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Ministra da Agricultura diz ser "crítico" avaliar múltiplas alternativas alimentares

Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, diz que a ciência e tecnologia podem ajudar a responder aos desafios que a guerra na Ucrânia colocou em evidência.

Mariline Alves
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 01 de Junho de 2022 às 15:16
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A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, afirmou, esta quarta-feira, que a guerra na Ucrânia tornou "crítica" a necessidade de se estudarem múltiplas alternativas alimentares, defendendo que a inovação científica joga um importante papel ao serviço do setor agroalimentar.


Um dos principais impactos do conflito, que começou a 24 de fevereiro, foi o facto de ter estalado no chamado celeiro da Europa, levando à escassez e ao encarecimento de produtos como os cereais ou os óleos alimentares.

E esse foi, aliás, o exemplo que Maria do Céu Antunes mencionou como "evidente" de que não só "é importante refletir sobre os constrangimentos das cadeias de distribuição cada vez mais globalizadas", como, neste contexto de guerra, "é crítico avaliar múltiplicas alternativas alimentares e a interligação dos factores geopolíticos que afetam a disponibilidade e o preços dos alimentos a nível global".

Um exemplo citado dois dias depois de a própria ministra ter garantido que o abastecimento alimentar em Portugal "não está comprometido", havendo, neste momento, reservas de cereais "para cerca de um mês" em 'stock'.


Maria do Céu Antunes, que discursava na abertura do II Congresso das Marcas, organizado pela Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas e Produtos de Marca – enfatizou que a atual conjuntura acarreta "desafios" que não apenas "nacionais", mas antes "europeus e mundiais".


"Se, por um lado, é premente aumentar a produção mundial para fazer face às necessidades nutricionais, por outro, colocam-se desafios concretos de sustentabilidade", observou, sinalizando ainda ser "preciso conciliar todas estas condicionantes com as preferências dos consumidores", também elas "muitas vezes" alteradas por factores de cariz social, comportamental, ético ou ambiental.


E, neste âmbito, a ciência pode trazer respostas para as questões que cada vez mais se levantam, seja ao nível da própria oferta alimentar, como no campo da proteção do ambiente, ao nível da eficiência energética ou da poupança da água.

"Conciliar todas as exigências com tendências de consumo mantendo a produtividade é um exercício de equilíbrio que a ciência e a tecnologia podem ajudar a resolver. O desafio passa pela inovação, passa pela criatividade", sustentou Maria do Céu Antunes.


Neste capítulo, a ministra invocou, aliás, a chamada Agenda de Inovação para a Agricultura 2020-2030, que identifica prioridades para o desenvolvimento do setor, as quais passam por "iniciativas que pretendem estimular a produção, a adoção de sistemas de produção e distribuição mais sustentáveis ou cadeias de abastecimento mais curtas".


Considerando a transparência e a eficiência produtiva eixos "muito importantes", sobretudo numa altura em que a segurança alimentar se encontra na ordem do dia em todo o mundo, a ministra da Agricultura elogiou, por um lado, a "forma séria e rigorosa" de controlo de toda a cadeia de valor por parte das autoridades, como a ASAE, que "garantem a confiança dos consumidores" e, por outro, a "excelente reputação e grande capacidade de resiliência e adaptação" que as empresas portuguesas têm demonstrado nos últimos dois anos.


Algo que fica patente nos números, com Maria do Céu Antunes a destacar que as exportações do chamado complexo do agroalimentar aumentaram 13% no ano passado, representando 11% dos bens vendidos por Portugal ao exterior.
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