Mundicenter entrega na CMVM documento favorável à OPA
A Mundicenter é favorável a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela família Alves Ribeiro. Esta é uma operação que se insere na linha estratégica da empresa e que tem o parecer favorável da...
A Mundicenter é favorável a oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela família Alves Ribeiro. Esta é uma operação que se insere na linha estratégica da empresa e que tem o parecer favorável da administração da Mundicenter. Contudo, os accionistas minoritários mostram-se descontes com o preço oferecido, salientando que o valor real da empresa se situa bastante acima.
A empresa que detém o centro comercial Amoreiras entregou ontem, último dia estipulado por lei, na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) um documento, onde refere que não coloca nenhuma objecção à oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela Alves Ribeiro – Investimentos Industriais. Segundo adiantou, ao Canal de Negócios, Victor Ruivo, presidente da Mundicenter «nós entregámos ontem na CMVM uma carta dando o nosso parecer favorável à OPA, pois esta em nada vem afectar as nossas operações ou a nossa linha estratégica».
Recorde-se que a família Alves Ribeiro detém 46% da Mundicenter e oferece 10 euros (2.004 escudos) por cada acção da gestora de centros comerciais. Contudo, esta é uma operação que não é bem vista por alguns dos accionistas minoritários da Mundicenter que referem que este é um preço muito inferior ao valor real da empresa, não aceitando as condições da oferta. Segundo o último Relatório e Contas da Mundicenter o centro comercial Amoreiras, uma das suas participações, estava avaliado em 117,2 milhões de euros (23,5 milhões de contos), e a oferta da Alves Ribeiro - Investimentos Industriais avalia a empresa em 142,5 milhões de euros (28,6 milhões de contos).
Hoje foi também transaccionado em Bolsa mais de 10% do capital da empresa presidida por Victor Ruivo, a um preço 10,5 euros (2.105 escudos), ou seja 10% acima do valor oferecido pela Alves Ribeiro. Contudo, o responsável máximo da empresa referiu que «desconhece quem realizou esta operação». Colocando de parte a hipótese de que tenha sido a própria empresa ou alguém relacionado com a Mundicenter, até porque esta se encontra sob gestão corrente, segundo o que determina o Código do Mercado de Valores Mobiliários.