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Norte atrai quase metade dos empregos criados por estrangeiros em Portugal

No ano passado, foram criados na região 2.754 novos postos de trabalho resultantes de projetos de investimento direto estrangeiro, que representam 45% do total registado no país por esta via, avança um estudo da consultora EY.

Em 1996, o centro histórico do Porto foi inscrito como Património Mundial pelo “distinguido testemunho que muitos dos seus edifícios históricos e o seu tecido urbano” detêm da evolução da cidade ao longo dos últimos mil anos, explicou, na altura, o relatório da UNESCO.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 16 de Julho de 2019 às 12:26
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Entre 2013 e 2018, o investimento direto estrangeiro (IDE) no Porto e Norte de Portugal apresentou uma taxa de crescimento média anual de 11,4%, "colocando esta região em clara ascensão no país", avança a consultora EY, que em conjunto com a InvestPorto, apresenta esta terça-feira, 16 de julho, os resultados do estudo sobre a atratividade desta região neste domínio.

 

Segundo este estudo, denominado "Porto and Northern Portugal: A Magnet for Investment - Portugal Regional Attractiveness Survey 2019", no ano passado foram criados 2.754 novos postos de trabalho no Porto e Norte de Portugal resultantes de projetos de IDE, os quais representam 45% do 6.100 novos postos de trabalho criados por esta via em 2018, em todo o país.  

 

França foi o país que mais investiu em 2018 na região Norte (46%), seguido da Alemanha, sendo que os setores que apresentam maior número de projetos são a Indústria - nomeadamente a fabricação de material de transporte -, a área digital, o agroalimentar e os serviços às empresas.

 

A partir de dados da EY European Investment Monitor, este estudo, explica a EY, em comunicado, procurou "dar uma visão abrangente das dinâmicas e perceções dos investidores internacionais no que se refere à atratividade da cidade do Porto e da região Norte de Portugal".

 

"Esta atratividade diferenciada do Porto e Norte de Portugal tem por base fatores como a qualidade de vida (91%), a estabilidade do clima social (79%), a infraestrutura de telecomunicações (77%), os custos de mão de obra (75%) e o potencial para o aumento de produtividade (72%)", refere Florbela Lima, partner EY e "strategy leader" da EY-Parthenon.

 

Destaca a consultora que "a evolução recente da economia do Porto e da Região Norte, que se traduz num crescimento do PIB duas vezes mais rápido quando comparado com a média nacional, contribui para que a confiança de investidores internacionais seja crescente e se mantenha em níveis elevados", notando que, em 2018, a região gerou 39% do total das exportações portuguesas de bens, determinando uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 131%. 

 

"O Porto é hoje uma das cidades mais procuradas para a instalação de grandes grupos internacionais, mas também de startups inovadoras que operam a partir do Porto para todo o mundo", afirmou Ricardo Valente, vereador da Economia, Turismo e Comércio da Câmara do Porto.

 

Neste domínio, sublinhou, "a ação desempenhada pelo município do Porto, através da InvestPorto, tem permitido captar e apoiar ao longo dos últimos anos, mais de 320 projetos de investimento, 60% dos quais provenientes de mais de 30 países diferentes", o que, considerou, "reflete o crescente reconhecimento internacional da cidade e da região pelo seu ecossistema empreendedor, pelo contexto tecnológico e, sobretudo, pelo talento dos seus recursos".

 

Para Hermano Rodrigues, "principal" da EY-Parthenon, o Porto e Norte de Portugal posiciona-se "de forma muito privilegiada no radar do investimento internacional, especialmente em atividades altamente qualificadas e inovadoras".

 

Para se manter competitiva, a região deverá focar-se no desenvolvimento da educação e das competências, no apoio às indústrias de alta tecnologia e à inovação, assim como na redução da tributação, aconselharam os investidores inquiridos no âmbito deste estudo.

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