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Pandora troca diamantes das minas por pedras criadas em laboratório

A fabricante de joalharia vai deixar de utilizar diamantes provenientes de minas. A solução escolhida são diamantes desenvolvidos em laboratório, descritos como mais sustentáveis e acessíveis.

Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 04 de Maio de 2021 às 12:04
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As próximas peças da Pandora, a maior fabricante mundial de joalharia, vão chegar às lojas com diamantes desenvolvidos em laboratório, substituindo os diamantes obtidos a partir de minas. A decisão integra a estratégia do grupo para utilizar materiais obtidos de formas mais sustentáveis e que tenham em conta os direitos humanos.

Os diamantes podem ser para sempre, como eternizou a cultura pop, mas o apelo destas pedras preciosas junto dos compradores mais jovens nem por isso. Apesar das reformas que têm sido feitas ao longo das últimas décadas, o mercado das pedras preciosas continua a estar associado a desrespeito pelos direitos humanos, em minas e fábricas, nomeadamente em zonas de conflitos. Mas não são só as questões humanas que pesam na decisão - também o preço destas pedras preciosas afasta os consumidores.

O facto de os diamantes desenvolvidos em laboratório serem obtidos de forma mais sustentável e acessível estará a atrair os consumidores mais jovens, especialmente os millennials. Nesta decisão da Pandora pesa também o preço das próprias pedras - segundo um relatório da Bain & Company, os diamantes obtidos em laboratório são até dez vezes mais baratos do que os diamantes provenientes de minas.

De acordo com o anúncio da companhia dinamarquesa, a primeira coleção a contar com estes diamantes nascidos em laboratório chegará às lojas em 2022. No anúncio feito pela companhia, a empresa detalha que o mercado do Reino Unido será o primeiro a receber esta coleção, que se estenderá depois a outros mercados.

"São tanto um símbolo da inovação e progresso como de beleza duradoura", indica o CEO da Pandora, Alexander Lacik. Além disso, o executivo descreve este anúncio como "um testamento para com a ambiciosa agenda de sustentabilidade. Os diamantes não são só para sempre, são para todos".

A empresa detalha que estes diamantes nascidos em laboratório vão ser criados através de uma tecnologia onde é utilizada uma mistura de gás hidrocarboneto aquecido até 800º C para que os átomos de carbono possam compor um cristal.

Os diamantes vão ser criados em laboratórios na América do Norte e na Europa, com características físicas semelhantes aos diamantes vindos de minas.

Ainda assim, os diamantes têm uma representatividade diminuta nas peças do grupo Pandora. Do total de 85 milhões de peças de joalharia produzidas pela Pandora, apenas 50 mil continham diamantes.
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