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Passos Coelho: "Investimento público está em forte contracção"

A oposição criticou a queda do investimento público com o fim de atingir as metas do défice, mas o Governo respondeu que demora tempo lançar investimento no Estado.

Miguel Baltazar
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 18:18
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A oposição acusa o Governo de colocar um travão no investimento de forma a conseguir atingir as metas do défice para este ano.

"Uma das fraquezas do processo de recuperação está na variável investimento", começou por dizer o líder do PSD no Parlamento esta quarta-feira, 28 de Setembro. "O investimento público está em forte contracção e é hoje a variável de ajustamento orçamental".

"E se for preciso não gastar nada até ao final do ano para cumprir a meta, o Governo não gastará nada", apontou Pedro Passos Coelho. No entanto, disse desejar que o Governo "cumpra a meta do défice, pois é importante para o país".

O ministro da Economia tinha reconhecido anteriormente que o investimento do Estado estava em queda. "O único investimento que realmente baixou foi o público", disse Manuel Caldeira Cabral no Parlamento.

E justificou esta queda com o facto do Governo ter apenas 10 meses. "Lançar investimento público demora tempo".

Também do lado da oposição, o CDS criticou a queda do investimento público. "A verdade é que o investimento público que devia crescer 12%, previsto no Orçamento, está a cair mais de 11%", disse o deputado centrista Pedro Mota Soares.

"600 milhões de euros que estavam previstos para serem injectados na economia, estão neste momento fora da economia", apontou.

Simultaneamente, Mota Soares apontou que o Governo "está a aumentar os atrasos ao pagamento às empresas. As divídas do Estado subiram mais de 300 milhões".

Já o Bloco de Esquerda, que apoia o Governo em conjunto com o PCP, também constatou a quebra de investimento. "As notícias do investimento realizado em Portugal são más, isso é indiscutível", começou por dizer o deputado bloquista Heitor Sousa.

"Mas essas más notícias não são de agora. Não são exclusivas dos dois primeiros trimestres de 2016", afirmou o deputado. "A formação bruta de capital fixo trimestral, tem vindo a decrescer a partir do primeiro trimestre de 2015. Esta evolução tendencial está em linha com a evolução do produto interno bruto e o debate não pode ignorar responsabilidades do anterior Governo e das suas políticas".

"Vale a pena recordar que o Governo PSD-CDS por razões de incompetência e desleixo deixou uma pesada herança" nos projectos comunitários, disse, apontando para os atrasos nos processos.

"Quando não se faz o trabalho de casa é compreensível que o investimento se ressinta fortemente", afirmou Heitor Sousa, pois "está amplamente refém dos apoios comunitários, quer no sector privado, quer no sector público".

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