Empresas Porto de Lisboa vai reforçar tráfego de contentores por via férrea e fluvial

Porto de Lisboa vai reforçar tráfego de contentores por via férrea e fluvial

A APL – Administração do Porto de Lisboa está em condições de a curto prazo aumentar a movimentação de contentores no terminal de Alcântara dos actuais 350 mil TEUS (unidades-tipo equivalentes a contentores) até cerca de um milhão de TEUS.
Nuno Miguel Silva 21 de abril de 2006 às 20:29

A APL – Administração do Porto de Lisboa está em condições de a curto prazo aumentar a movimentação de contentores no terminal de Alcântara dos actuais 350 mil TEUS (unidades-tipo equivalentes a contentores) até cerca de um milhão de TEUS.

Em declarações ao «Jornal de Negócios Online», Manuel Frasquilho, presidente da APL, «agora que está concluída fase Zero» do Plano Estratégico do Porto de Lisboa, «chegámos à conclusão de que podemos em Alcântara aumentar, sem muito conflito com a cidade, nomeadamente através do aumento do número de comboios que saem do terminal por dia, dos actuais três para cerca de 15 ou 16 composições».

Este responsável, que amanhã vai apresentar algumas conclusões da primeira fase do Plano Estratégico do Porto de Lisboa, diz que tem havido uma «grande cooperação com a CP e com a Refer que demonstrou que é possível chegar a este número, através da análise do canal horário deste via férrea».

«Percebemos que temos mais problemas de expansão nas nossas costas da nossa plataforma de Alcântara do que na frente ribeirinha, onde há hipótese de expansão por intermédio de terraplenos», diz Manuel Frasquilho, para acrescentar que «o grande problema é as acessibilidades», nomeadamente com a resolução do nó ferroviário de Alcântara, cujo projecto final deverá estar concluído até ao final de 2007.

«Na situação actual, é possível durante noite a saída de 15 comboios por dia para transporte de contentores, mas muito dependente também de que haja uma solução definitiva para o nó ferroviário de Alcântara. As conclusões do projecto final para o nó têm estado a ser trabalhadas internamente e tem havido uma grande aceitação das soluções propostas por parte dos concessionários», adianta o presidente da APL.

Manuel Frasquilho revela ainda que o porto de Lisboa vai recuperar um antigo modelo de tráfego de contentores, através do transporte fluvial contribuindo, desta forma a associação com o modo ferroviário «para que grande parte dos camiões deixem de andar dentro da cidade».

Em relação à nova aposta no transporte fluvial, o presidente da APL adianta que existem já diversos contactos com diversos operadores e concessionários no sentido de avançar com esta operação ainda no presente ano.