Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Presidente da CVM e minoritários pressionam Vivo a rever oferta sobre TCO

O presidente da Comissão de Valores Mobiliários coloca-se ao lado dos minoritários da Tele Centro Oeste, ao considerar que o preço que a «holding» da Portugal Telecom e Telefónica quer pagar aos accionistas preferenciais da empresa é injusto.

Bárbara Leite 17 de Abril de 2003 às 16:38
  • Partilhar artigo
  • ...
O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Luiz Cantidiano coloca-se ao lado dos minoritários ao considerar o preço que a Telesp Celular Participações, da «holding» da Portugal Telecom e Telefónica, quer pagar aos accionistas preferenciais da Tele Centro Oeste é injusto.

«Os accionistas com acções preferenciais sem voto detêm cerca de 70% da empresa e vão receber um terço do valor global. Isso parece injusto», referiu o presidente da CVM, citado pela «FolhaNews».

As declarações do responsável máximo do regulador do mercado de capitais brasileiro vão ao encontro das expectativas dos minoritários, disse ao Negocios.pt Waldir Corrêa, presidente da Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Animec).

«Vamos entrar com um processo na CVM e se necessário na justiça, para a Telesp Celular melhorar a relação de troca oferecida aos detentores de acções preferenciais sem voto», revelou a mesma fonte, acrescentando que «estamos a contratar um advogado para nos apoiar junto da CVM».

Contactado pelo Negocios.pt, Costa e Lima, ex-presidente da CVM e advogado escolhido para tratar do processo da oferta da TCP à Tele Centro Oeste, referiu que espera que a participada da PT reveja em alta os valores oferecidos na troca.

Para obrigar a TCP a rever a razão de troca, o regulador dos mercados de capitais pode «abrir um inquérito administrativo que pode terminar na aplicação de penalidades como advertências, multas», acrescentou a mesma fonte.

A associação está a reunir um conjunto de 20% do capital não votante da empresa para interceder junto da CVM, visando uma nova oferta.

A Animec já tinha anunciado a sua intenção de proceder à entrega de uma queixa na CVM para travar a operação nos termos em que foi anunciada. Na altura, fonte oficial da PT preferiu não comentar esta informação, sublinhando, no entanto, que «é com grande tranquilidade e respeito por todos os accionistas que esta oferta foi pensada».

A Vivo, «holding» brasileira que agrega os activos de telefonia móvel da Telefónica e da Portugal Telecom no Brasil, concretizou, este mês, a compra da posição de controlo à Splice, tendo oferecido 18,23 reais (5,53 euros) por cada das suas acções com direito a voto.

Os minoritários, com acções que detêm direito de voto vão auferir um valor de 14,58 reais (4,42 euros), o que implicou um desconto de 20% face ao valor oferecido aos accionistas maioritários.

Por altura do anúncio do contrato de compra e venda das acções da TCO, operadora de telefonia móvel que marca presença nos Estados de Brasília, Matogrosso, Goiás, a Vivo divulgou que, após a detenção do controlo, iria lançar uma oferta de troca de acções sobre as acções preferenciais sem voto.

No âmbito dessa oferta, a Vivo entrega 1,27 acções da TCP por cada 1 acção preferencial sem voto da TCO o que avalia cada acção preferencial da TCO em 5,61 reais (1,70 euros).

As acções da PT encerraram nos 6,42 euros a cair 0,31%.

Ver comentários
Outras Notícias