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Resultados da Alcoa decepcionam analistas

A maior fabricante norte-americana de alumínio reportou lucros no quarto trimestre do seu exercício fiscal que ficaram aquém do esperado pelos analistas. Se forem contabilizados os itens extraordinários, passou de lucros para prejuízos no período homólogo.

Negócios 10 de Janeiro de 2014 às 01:20
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A Alcoa deu o pontapé de arranque na época de apresentação de resultados nos Estados Unidos a desiludir o mercado. A fabricante de alumínio anunciou, após o fecho regular das bolsas, um lucro por acção de 4 cêntimos de dólar, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para uma média de 6 cêntimos.

 

Se for incluída a despesa extraordinária de 1,7 mil milhões de dólares associada ao encerramento temporário de duas unidades na Arábia Saudita, bem como amortizações e outros itens extraordinários, a Alcoa registou um prejuízo líquido de 2,34 mil milhões de dólares (2,19 dólares por acção), contra um lucro líquido de 242 milhões (21 dólares por acção) no período homólogo do ano anterior.

 

A penalizar o resultado da Alcoa esteve o mau desempenho da indústria aeroespacial devido aos seus elevados inventários.

 

Já as receitas diminuíram 5,3% para 5,59 mil milhões de dólares no quarto trimestre face ao mesmo período de 2012. A empresa ainda não conseguiu regressar aos níveis anteriores à crise financeira, uma vez que a oferta mundial tem excedido a procura nos últimos 9 anos, isto num contexto de aumento da produção na China e no Médio Oriente.

 

Em resposta, o CEO e “chairman” da Alcoa, Klaus Kleinfeld, está a encerrar unidades de fundição de elevado custo e a refocalizar o investimento em unidades que transformam o alumínio em componentes para a alta tecnologia utilizados em automóveis e na aviação comercial, refere a Bloomberg.

 

Uma nota positiva nesta prestação de contas está no facto de a Alcoa estimar que a procura mundial de alumínio deverá crescer 7% este ano.

 

Além dos resultados, foi também anunciado que a empresa concordou em pagar 384 milhões de dólares para encerrar uma queixa-crime nos EUA, isto depois de uma unidade da Alcoa ter admitido que pagou dezenas de milhões de dólares em subornos a membros da família real do Bahrein e a dirigentes de uma empresa pública daquele Estado insular do Golfo Pérsico para ganhar concursos.

 

As acções da empresa, que fecharam a sessão de quinta-feira a ceder 1,4% para 10,68 dólares, seguem agora, após o anúncio dos resultados, a cair 4% para 10,26 dólares, no “after hours” da negociação bolsista em Nova Iorque.

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