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Ackman desfaz-se de participação na Universal Music após tentativa falhada de compra

A Pershing Square, do multimilionário Bill Ackman, vai vender 80,6 milhões de ações da Universal Music numa colocação acelerada, depois de a gigante ter rejeitado a proposta de compra pelo investidor de Wall Street. Ackman poderá arrecadar até 1,5 mil milhões de euros com a operação.

Bill Ackman lidera o hedge fund Pershing Square
Bill Ackman lidera o hedge fund Pershing Square Richard Drew/AP
18:24

O fundo de Bill Ackman, um dos mais reconhecidos investidores de Wall Street, vai vender a participação que detém na Universal Music, poucos dias depois de o grupo ter rejeitado a oferta de aquisição apresentada pelo multimilionário em abril deste ano, avaliada em 56 mil milhões de euros.

A Pershing Square vai vender 80,6 milhões de ações numa colocação acelerada, refere um comunicado emitido esta quarta-feira. O Bank of America está a comercializar as ações num intervalo entre 17,66 e 18,62 euros, de acordo com os termos consultados pela Bloomberg. Caso a venda seja feita pelo preço no topo do intervalo, Ackman poderá arrecadar cerca de 1,5 mil milhões com a venda.

A decisão de venda surge depois de gigante do setor da música ter rejeitado oficialmente a proposta de Ackman, na semana passada, ao dizer que a oferta “subavalia a UMG fundamental e materialmente e não vai entregar uma criação de valor superior”, apesar do prémio de quase 80% face ao último preço de fecho das ações antes de ser apresentada a oferta.

A operação permitiria ao investidor controlar um catálogo recheado de estrelas, como Billie Eilish, Bon Jovi, Lady Gaga, Stevie Wonder, Taylor Swift e Kendrick Lamar, entre muitos outros a nível internacional. Por cá, a empresa representa artistas como Gisela João, Lena D'Água, Marisa Liz, Milhanas, Pedro Abrunhosa, António Zambujo, Sérgio Godinho e Sara Correia.

De acordo com a proposta, os acionistas da UMG iriam receber 9,4 mil milhões de euros, o equivalente a 5,05 euros por ação da editora discográfica, além de 0,77 ações da nova empresa por cada ação que detivessem da Universal Music. A Pershing Square estimava então que a oferta estivesse avaliada em 30,40 euros por ação. 

O objetivo do fundo de investimento era fundir a Universal com a Pershing Square SPARC Holdings, uma empresa de aquisições que pertence ao fundo. A fusão permitiria transferir a empresa, atualmente cotada em Amesterdão, para os EUA, passando a negociar em Nova Iorque. 

*Com Inês Pinto Miguel

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