SATA prevê separação do 'handling' em março para depois iniciar privatização
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) rejeitaram a cisão e privatização do serviço de 'handling' da companhia aérea SATA Air Açores.
A SATA prevê formalizar em março a separação do 'handling' (serviço de assistência em escala) com a criação de uma nova empresa e iniciar o processo de privatização daquele serviço, anunciou esta quarta-feira o grupo de aviação açoriano.
Num comunicado, a SATA Holding adianta que deu início ao "período legal de auscultação das estruturas representativas dos trabalhadores" afetos ao 'handling' com a apresentação do "projeto de cisão que prevê a criação de uma nova empresa, a SATA Handling".
"Concluído o período de auscultação aos trabalhadores, prevê-se a formalização da cisão e a criação da SATA Handling ainda no decurso do mês de março", adianta o grupo.
A SATA garante que vai promover encontros com as estruturas representativas dos trabalhadores, mostrando disponibilidade para prestar "todos os esclarecimentos necessários" e recolher "os respetivos contributos" para promover uma "total transparência".
"Após a conclusão do processo de cisão, será dado início ao planeamento da privatização da SATA Handling, a qual será igualmente conduzida com informação partilhada e diálogo contínuo com os trabalhadores", detalha.
O conselho de administração da SATA destaca ter tomado "boa nota das preocupações manifestadas" por sindicatos quanto à condução do processo e à manutenção dos postos de trabalho e promete manter um "diálogo social estruturado".
"O processo de preparação da cisão do negócio de 'handling' foi iniciado há cerca de um ano, através de um trabalho aprofundado com as direções do grupo, em particular com as áreas operacionais de assistência em terra".
A SATA lembra também que a criação de uma nova empresa dá cumprimento ao plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia e permite "responder às necessidades do mercado".
"Este processo constituiu, tal como a privatização da Azores Airlines, uma parte integrante do plano de reestruturação acordado, em 2022, com a Comissão Europeia, estando a sua implementação alinhada com o calendário e obrigações estabelecidas nesse contexto", lê-se no comunicado.
Na quinta-feira, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) rejeitaram a cisão e privatização do serviço de 'handling' da companhia aérea SATA Air Açores.
Em comunicado conjunto enviado à agência Lusa, os dois sindicatos "rejeitam a cisão e privatização" do 'handling' da SATA e exigem a "imediata suspensão de qualquer ato de constituição de nova empresa até que exista negociação plena e transparente".
Em 05 de janeiro, a Comissão Europeia prolongou os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a alienação de ativos, condição para as ajudas à reestruturação concedidas pelo Governo.
De acordo com um comunicado do executivo comunitário, a Comissão aceitou o pedido de Portugal de prolongamento até 31 de dezembro de 2026 do prazo para a Sociedade Açoriana de Transportes Aéreos (SATA) alienar uma participação maioritária (51%) da Azores Airlines, bem como para a autonomização ('carve-out') e venda da sua unidade de assistência em escala ('ground handling').
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